Educa


Busca com a palavra exata
Área de login
 
Esqueceu sua senha?
Assine Agora!
Professor web
Escolha a matéria e faça a sua pergunta:
Escolha uma Profissão
Informe-se
Prepare-se
Aula Online
Banco de Imagens
Cálculos
Cantando História
Cartazes Temáticos
Educação Infantil
Especiais
Estudo Interativo
Ferramentas
Filosofando
Hora do Recreio
Jogos Educacionais
Laboratório Virtual
Literatura
Mapa de Conteúdos
Ortografia
Pesquisa Escolar
Sociologia
Tirando de Letra
Aprenda Sozinho
Colunistas
Conhecendo seus Filhos
Acontece
Convivendo com a Diferença
Desvendamos Mistérios
Dia-a-Dia
Finanças Pessoais
Leitura Dinâmica
Meninos e Meninas
Nunca é Tarde para Aprender
Pais, Filhos e Netos
Papo Sério
Que Dia é Hoje
Saúde e Bem Estar
Fale conosco
Assine Agora!

 HOME Educa » VESTIBULAR » INFORME-SE 
Temas Atuaisrss
Os acontecimentos mais recentes do Brasil e do mundo estão sempre presentes nas provas e redações dos vestibulares de todo o país. Para não ficar por fora, confira as matérias publicadas quinzenalmente nesta seção!


O CALDEIRÃO ÉTNICO DO SURINAME E O ATAQUE A BRASILEIROS

No final do ano passado, o Suriname, um país pouco conhecido da América do Sul, ganhou as manchetes dos jornais após ser palco de intensa violência. Em 24 de dezembro, na cidade de Albina, a 150 quilômetros da capital Paramaribo, cerca de 80 brasileiros foram atacados por mais de 300 surinameses em resposta à morte de um "maroon", como é conhecido um quilombola do país. Os ataques foram seguidos de estupros, saques a lojas de comerciantes chineses de depredação.

Os brasileiros eram garimpeiros que trabalham em busca de ouro, muitos deles em situação ilegal e trabalhando em péssimas condições em mata fechada. O governo local confirmou apenas uma morte em Albina, mas relatos informais e testemunhos enviados aos jornais brasileiros indicam que o número de mortos e feridos é muito superior ao divulgado oficialmente.

Conflitos em zonas de garimpo são relativamente comuns, uma vez que sempre estão envolvidos trabalho em condições precárias, imigrantes, busca incessante por ouro e dinheiro e violência. Entretanto, os ataques surpreenderam os moradores da área e os governos dos dois países porque não havia registro de incidentes com brasileiros, apesar das autoridades reconhecerem a dificuldade de controlar o local.

O Suriname divide fronteiras com a Guiana francesa (Leste), Guiana (Oeste), Brasil (ao Sul) e ao Norte está o Oceano Atlântico. É a menor e menos populosa nação soberana na América do Sul. A análise demográfica do país pode ajudar a explicar os conflitos de dezembro, uma vez que o país é um verdadeiro caldeirão étnico e religioso. A população de cerca de 500 mil pessoas tem 37% de hindustânis (cujos ancestrais migraram do norte da Índia no século XIX), 31% de crioulos (miscigenação de brancos e negros), 15% de javaneses, 10% "Maroons" (descendentes de escravos que chegaram nos séculos XVII e XVIII), 2% de chineses, 2% de ameríndios e 1% de brancos.

Os antepassados dos maroons são escravos que fugiram de fazendas no litoral em direção às florestas do interior, onde começaram a viver como na África, em tribos e como seminômades. A ausência do poder público no interior os tornou os “donos” das terras que ocupam (hoje correspondendo a quase 80% do país), muitas vezes sem respeitar leis, por isso há tantos episódios de violência os envolvendo.

Esta mistura também está presente das diversas religiões, por isso não há uma predominante no país. O hinduísmo tem 27,4% de seguidores frente a 25% de Protestantes, 22% de Católicos e 19,6% de muçulmanos. 5% da população segue crenças indígenas. A alta participação de muçulmanos é explicada pela grande massa de imigrantes da Ilha de Java, na Indonésia, país com a maior concentração de seguidores do Islã no mundo.

A diversidade linguística é igualmente acentuada: o holandês é a língua oficial (60% da população) e a utilizada na educação e mídia, o inglês também é bastante falado, e existem ainda o Sranan Tongo (língua nativa dos crioulos), o dialeto Hindustâni e o Javanês.

O país tornou-se independente da Holanda há apenas 34 anos, e uma das exigências no acordo previa acesso livre e irrestrito ao porto de Roterdã, o maior da Europa. Todos os contêineres que chegam lá ou saem em direção ao Suriname não podem ser vistoriados pelos holandeses, o que transformou a rota em uma lucrativa ponte para entrada de drogas e armamentos.

Pesquisar por assuntos anteriores: