TOLERÂNCIA ZERO COM O CIGARRO
Leis antifumo se intensificam no país As leis antifumo chegaram para valer no Brasil e várias cidades decretaram a proibição de tabaco em ambientes fechados desde o ano passado. Curitiba iniciou o veto em 18 de novembro, Florianópolis e Manaus em 13 e 19 de dezembro, respectivamente. Em São Paulo, há inclusive um portal exclusivo com matérias sobre o assunto e uma área com perguntas freqüentes. Você sabia que não é mais permitido fumar dentro de táxis, mesmo com as janelas abertas? Acesse e consulte: http://www.leiantifumo.sp.gov.br/ Juiz de Fora, em Minais Gerais, é outra cidade que também conta com um site interessante sobre a proibição, traz notícias e disponibiliza materiais de divulgação para download: http://www.jfantifumo.pjf.mg.gov.br/. No Rio de Janeiro, as informações estão disponíveis via telefone ( 0800-022-00-22) ou pelo site http://www.riosemfumo.rj.gov.br. Uma liminar do Sindicato das Casas de Diversões do Estado do Rio chegou a suspender os efeitos da lei, mas uma semana depois ela foi cassada. A proibição ainda está em fase inicial em todo o país, e a longo prazo pode ao menos desestimular os fumantes ocasionais ou aqueles que ainda não fumam. Segundo dados divulgados pela Pesquisa Especial Sobre Tabagismo (Petab) do IBGE em novembro do ano passado, o grupo dos ex-fumantes já supera o número de fumantes no Brasil. 17,2% da população brasileira fuma, o que corresponde a 24,6 milhões de pessoas, e mais da metade garante que deseja interromper o vício, enquanto 26 milhões já largaram o tabaco. Fumo passivo Um dos principais perigos criados pelo cigarro é a ameaça também aos fumantes passivos. Em casa ou eventualmente na rua, não há tantos riscos. O problema é muito maior para garçons, DJs, seguranças e outros profissionais que trabalhem em bares, casa noturnas ou restaurantes onde o fumo é liberado. Por conta disso, em julho de 2009 um projeto conduzido pelo Centro Estadual de Referência e Treinamento do Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod) prenunciava o banimento total do tabaco através de palestras educativas. Segundo estudos do grupo, bastava uma noite de exposição intensa para que o trabalhador sentisse os efeitos do fumo passivo. Para realizar esta medição, um aparelho similar ao bafômetro (monoxímetro) mostrava os níveis de monóxido de carbono no organismo. No início da mediação, clientes (não fumantes) e os garçons estudados tinham níveis quase nulos, mas ao final da noite 65% deles chegaram ao patamar equivalente ao consumo de 4 cigarros. A exposição permanente neste cenário é suficiente para provocar desde asma até câncer. Consulte também um texto sobre enfisema, um dos males causados pelo cigarro!
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