Educa


Busca com a palavra exata
Área de login
 
Esqueceu sua senha?
Assine Agora!
Professor web
Escolha a matéria e faça a sua pergunta:
 
10 Coisas ...
Aula Online
Banco de Imagens
Cálculos
Cantando História
Cartazes Temáticos
Educação Infantil
Especiais
Estudo Interativo
Ferramentas
Filosofando
Hora do Recreio
Jogos Educacionais
Laboratório Virtual
Literatura
Mapa de Conteúdos
Ortografia
Pesquisa Escolar
Sociologia
Tirando de Letra
Aprenda Sozinho
Colunistas
Conhecendo seus Filhos
Acontece
Convivendo com a Diferença
Desvendamos Mistérios
Dia-a-Dia
Finanças Pessoais
Leitura Dinâmica
Meninos e Meninas
Nunca é Tarde para Aprender
Pais, Filhos e Netos
Papo Sério
Que Dia é Hoje
Saúde e Bem Estar
Fale conosco
Assine Agora! Twitter

 HOME Educa » FAMÍLIA » SAÚDE TOTAL 


Saúde Total
rss
Data: 03/03/2010 
compartilhe em: Twitter Facebook Windows Live del.icio.us Digg StumbleUpon Google  recomende!
   Últimos textos
publicados
 

Os perigos do verão

Melancolia de fim de ano

Ciúmes no divã

Aproveite o trânsito para relaxar

Agrotóxicos, um perigo para a saúde

Hungria cria imposto contra gordura

EMOÇÕES E ENFERMIDADES
Uma relação muito íntima

Os hindus dizem que o corpo é como o envelope para a psique. Assim, quanto mais saudável o corpo, melhores são as condições para a psique se expressar e vice-versa.

Estudos sobre a íntima relação entre corpo e mente ressurgem, evidenciando que as doenças podem ter múltiplas causas, entre elas aspectos genéticos e circunstâncias emocionais que podem gerar males a curto ou longo prazo.

Conversamos sobre o assunto com a psicóloga Denise Ramos, autora de A psique do corpo (Ed. Sumus) e coordenadora da pós-graduação em psicologia clínica da PUC/SP. No seu livro, ela fala das descobertas que a ciência vem fazendo sobre as relações entre emoções e enfermidades, apesar da grande dificuldade para demonstrar os mecanismos responsáveis pela interação entre os sentimentos e as alterações fisiológicas que levam às doenças.

Há estudos, por exemplo, mostrando que a depressão profunda afeta o desempenho do sistema imunológico. Em situações de extremo estresse, células de defesa têm sua produção diminuída, facilitando infecções ou o desenvolvimento de um tumor maligno a longo prazo.

Veja, abaixo, as explicações da professora Denise Ramos.

Relação entre doença e emoção

Corpo e psique são uma unidade indissolúvel e tudo que acontece no corpo tem uma repercussão na mente e vice-versa. Um trauma, um acidente, pode chocar uma pessoa e levar a uma alteração no estado psíquico e físico ao mesmo tempo, provocando, por exemplo, alterações cardiovasculares ou no sistema imunológico.

Quantas vezes, apesar de todos estarem resfriados não ficamos doentes, porque estamos alegres e felizes? Ou ao contrário, uma grande contrariedade transforma um resfriado numa pneumonia? O corpo responde imediatamente a todas as emoções, pensamentos e sentimentos, com alterações hormonais e metabólicas, alterando, por exemplo, a pressão arterial, a qual com o tempo pode levar a um enfarte do miocárdio.

Uma pessoa com grande tendência a depressão pode ter também uma depressão no seu sistema imunológica e com isso diminuir a produção de células NK (natural Killers) que fazem a varredura do nosso sistema, matando as células malignas. Pessoas que passam por um longo e difícil período de depressão, portanto, têm maior probabilidade de desenvolver câncer. Pessoas extremamente hostis e irritadiças também têm maior chance de desenvolver uma doença cardiovascular, por ter maior pressão arterial.

Comportamentos habituais podem predispor ao risco
 
Não há uma relação entre traços de personalidade e doenças orgânicas.  Não é um traço de personalidade que determina a maior ou menor propensão a  uma doença e sim, certos comportamentos mais habituais que  podem levar a um maior desgaste do organismo, e com o tempo gerar determinadas doenças.

Tenho muitos doentes cardíacos. Alguns são executivos, fazem check-up e mantêm-se em forma, mas de repente adoecem. Como aconteceu? Um deles tinha a convicção de que enfartara em razão de uma crise de pressão alta e nada mais. Até que comprou um medidor para monitorar a pressão e descobriu que ela subia toda vez que ia a uma determinada reunião. A maquininha provou a ele que a psique existe e reage. E que havia uma enorme pressão externa que se transformava em pressão interna.

O que fazer para mudar fatores psicológicos de risco

O melhor é sempre a prevenção. Situações de estresse repetidas, estados emocionais alterados, com o tempo ocasionarão invariavelmente uma alteração fisiológica. Se você não conseguir se manter equilibrado, o melhor é pedir ajuda, ir a um centro de meditação ou procurar ajuda profissional de psicólogos ou psiquiatras.

Há provas de que pessoas que fazem psicoterapia têm uma sobrevida de cerca de 2 anos. Também sabemos que estados emocionais positivos afetam a evolução da doença, muitas vezes, estacionando-a ou melhorando a qualidade de vida do paciente.

A ciência tem feito grandes descobertas quanto ao fenômeno psique-corpo e em breve saberemos melhor como lidar com nossas emoções de modo a não entrarmos em desequilíbrios que afetem o nosso corpo e mente.

OBS: A Profa. Dra. Denise Gimenez Ramos é Coordenadora do programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia Clínica da PUCSP e autora do livro “A Psique do Corpo” (Editora Summus/2005)



Deixe seu comentário
Seu nome:
Seu e-mail:   
Veja os comentários

Minha mãe esta com uma doença que se chama PENFIGO FILHACEO, pode ser um problema vindo do emocional?
GENI FREITAS

Quando era jovem tive um mal de panico que não foi bem curado, hoje tenho um problema serio de anciedade, embargo a voz e choro a toa por mais simples que seja as emoções. tenho 66anos e não sinto vontade de faser nada, o que devo faser?
Antonio José Viana

   
   Veja outras matérias desta seção: