“Estudar Biologia para a prova da próxima semana, refazer os exercícios de Química que vão cair no teste de sexta, terminar a leitura do livro para o debate na aula de Literatura, terminar o trabalho de grupo de História.... tarefas, tarefas e mais tarefas! Fora isso tem o colégio, a aula de Inglês e o vôlei. Esse, tudo bem, dá pra distrair, mas às vezes a preguiça é tanta que falta vontade até de jogar...!
Enquanto me decido por onde começar, vou botar uma musiquinha e ligar pra Carol pra saber da festa de sábado, depois pra Juliana, pra Cláudia e pra Júlia.
Nossa, um papo puxa outro e já está em cima da hora da aula de Inglês e quando voltar é hora do jantar ...
Ufa! com tanto estresse, só mesmo um pouco de tevê e de internet, que ninguém é de ferro...
Puxa! Já passa de uma da manhã!!!”
Como as atividades começam cedo, certamente o sono e a preguiça serão companheiros o dia todo da personagem desse diálogo. Nesse ritmo, os dias se vão rapidamente e as obrigações são adiadas até a data limite. Aliás, para quando são mesmo todas essas tarefas?! Se não anotou, vai ter que ligar pra alguém... pronto, aí começa a dispersão de novo...!
Qualquer semelhança é mera coincidência
Essa história pode não ser a sua, mas é a de muita gente que vive atropelado pelos compromissos, já que nunca sobra tempo para cumprir as tarefas, que são feitas atabalhoadamente e sob pressão.
Uma característica típica de quem vai adiando as obrigações são as falhas de memória. Quando temos muitas pendências, acabamos entulhando nossa memória de trabalho, que é de curto prazo. É como um armário que a gente só vai acumulando, sem definir o que sai para lavar o que não vai ser mais usado ou o que vai guardar.
A memória de trabalho é uma área transitória, usada para entender a realidade que nos rodeia e poder evocar outras formas de memória, por isso é importante “esvaziá-la” com freqüência. Como? Listando as pendências para criar prioridades e colocar data para cumprimento; o que precisa ser estudado segue para as memórias de curta e longa duração, o que não for para reter, jogar fora (esquecer).
Outro motivo de falha de memória é ter que dar conta de muitas pendências num mesmo momento. Tal como num computador, manter muitas janelas abertas sobrecarrega e dá pane. Por isso o resultado de quem estuda só na hora do “pique”, ou seja, quando tudo tem que ser resolvido de uma só vez, é baixo.
Ao se criar prioridades, reduz-se a dispersão, além de aumentar a concentração em um assunto, o que resulta em melhor qualidade de aprendizagem.
Você já viu que adiar, adiar e adiar só dá prejuízo, não? Que tal começar a se organizar e a se exigir um pouco mais de disciplina? Seguem umas dicas que podem ajudar:
- Use, de verdade, sua agenda para programar de véspera seu dia;
- Não programe mais do que pode cumprir, pois se a sua agenda furar todos os dias, em pouco tempo você vai abandoná-la;
- Faça pequenos intervalos para relaxar, mas não se perca no tempo.
Distribuir bem as tarefas exige autoconhecimento, senso de realidade e de proporção, habilidades que serão importantes para o resto de sua vida. Que tal começar a treinar? Pode estar certa que essas capacidades farão “a” diferença um dia.