COMO VOCÊ SE VÊ EM 10 ANOS?
Planejamento pode ajudar a “prever” futuro A pergunta é curiosa e desperta as mais diferentes reações entre os adolescentes. As respostas em geral estão relacionadas a bens materiais ("quero ter um carrão e grana pra gastar"), profissão ("tomara que esteja trabalhando com o que gosto") e família e relacionamentos ("quero ser noiva, casar, ter filho" etc) e não há um padrão único. Isso acontece porque estamos lidando com sonhos, e eles são únicos, pessoais e intransferíveis. Apesar de caminharmos por este terreno de suposições e cheio de incertezas, será que é possível tentar pelo menos pavimentar um pouco desta estrada desde já? Alguns especialistas apontam que sim, e o segredo é um planejamento pessoal bem feito. Embora estejamos sempre lidando com o imponderável em nosso cotidiano, é verdade que podemos começar a conquistar hoje algo que pretendemos alcançar em 10 anos. Há alguns roteiros disponíveis na internet para quem quiser seguir (este é um exemplo). A maioria deles prega que devemos encarar o planejamento pessoal como um empresa faz, definindo desde o início informações como Missão, Visão e os valores mais relevantes em nossas vidas. Muita gente pode achar exagerado este procedimento, mas justamente quando começamos a escrever o que pensamos, as ideias passam a se materializar, ficam mais factíveis. Esse processo também ajuda a aumentar nosso autoconhecimento, uma das mais poderosas ferramentas para atingir o que queremos na vida. É a partir dele que identificamos pontos fracos, fortes, oportunidades e objetivos, a base para traçarmos onde desejamos chegar. Estes objetivos podem ser divididos em curto, médio e longo prazo, e também podem abranger três áreas distintas: ter (tudo o que é possível comprar ou depende da condição financeira), ser (o que demanda mudanças de sentimento e atitudes) e fazer (exige esforços físico e mental). Pensando em 10 anos como exemplo, o intervalo ficaria na categoria médio/longo prazo, e claro que não é possível prever o que acontecerá nesta época e nem durante o percurso (e o desconhecido é a grande “graça” da vida). Tentar determinar alguns objetivos ajuda nas tomadas de decisão e deixa o futuro mais claro. Um exemplo prático: “daqui a 10 anos, me vejo como dentista”. O que pode ser feito para que isso seja realidade? Vestibular, uma boa faculdade, cursos de extensão, uma poupança para guardar dinheiro e abrir o próprio consultório ou custear uma especialização no exterior. Enfim, a criatividade é quem manda e o terreno é livre para sonhar. Após certos intervalos de tempo, é importante sempre rever os objetivos, as metas e o que já foi feito para alcançá-las, mudando o rumo do barco de acordo com a vontade do capitão (você!).
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