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Como fazer?

- “ Mãe,  esse vai ser o meu melhor presente de aniversário! Eu juro, eu prometo que vou cuidar, vou dar comida, limpar o cocô! Por favor,mãe!
 
Com esse apelo, André conseguiu convencer os pais, durante visita a uma feira de animais, no ano passado, a comprarem mais um cachorro para a família.
 
Pipoca chegou, então, para fazer companhia a mais dois cachorros; a três calopsitas;  a dois jabutis;  a dois aquários, um de água salgada ( 500 litros )  e um de água doce ( 130 litros );  a  uma cacatua; ao irmão de André, o Henrique;  ao pai, Pedro e a mãe, Cristiana.
 
Em 180 metros quadrados , todos convivem muito bem, em perfeita harmonia.
 
“ Tudo começou quando Henrique tinha 2 meses. Eu sempre quis ter animais, mas minha mãe nunca deixou. Aquilo se transformou numa frustração que eu carreguei por um bom período da minha vida. Na verdade, até o nascimento do meu filho”, confessa a professora de artes, Cristiana Alvim.
 
Declarando sua paixão por cães da raça Sharpey, Cristiana não esperou nem mais um pouco até colocar um  exemplar bem pretinho dentro de casa, a Branca.
 
Quando o menino completou 1 ano e 6 meses, a professora e seu marido, o agente de viagem, Pedro - que teve mais sorte na infância - numa visita de rotina à veterinária, souberam de um schnauzer abandonado. Penalizados, levaram Lua para dividir as atenções com  Pipoca.
 
“Em seguida, fomos a São Paulo visitar uns primos. De todos os bichos, o que Pedro menos gostava de ter eram as aves, pois sentia muito pena de vê-las engaioladas.  Isso até descobrir que as calopsitas  podem  ficar soltas, dentro de casa, e ainda por cima, podem interagir com as pessoas. A partir desse dia, foi amor à primeira vista. Voltamos com Charlote para casa”, explica a mãe dos meninos.
 
Charlote vivia bem até que André, o filho mais novo, começou a reivindicar uma ave para também chamar de sua. Não demorou nadinha para o Cristal fazer parte dessa grande família.
 
Charlote e Cristal não paravam de cruzar e os amigos do casal de ganhar filhotes. O “basta!” ficou por conta da veterinária que sugeriu uma intrusa para impedir esse ciclo vicioso. Ela chegou e atende pelo nome de Xanti.
 
A sorte pode estar do seu lado
 
E como quem tem seis bichos, pode ter um pouco mais, adentraram a casa a cacatua Anri ( a união dos nomes dos meninos), os jabutis Touchê e Filó, a jandaia Sofia e os aquários.
 
“ A gente se apaixonou porque ela é toda colorida. Vem na mão e fica no nosso ombro. É linda!!!, se derrete Cristiana. 

Como você pode perceber, os dois meninos tiveram mesmo muita, muita sorte. Não precisaram insistir muito para ter os animais não. Bastou que a vontade deles tocasse no recalque, no traumazinho de infância de sua mãe.

"A gente só aceita isso porque somos uma equipe. Todo mundo trabalha junto. Os meninos têm luvas para limpar cocô, colocam comida, limpam o chão", revela Pedro.

Se você tiver a mesma sorte, quem sabe, consegue convencer seus pais a darem um bichinho de estimação a você.
 
E para saber o terreno onde estará pisando, comece o pedido com uma perguntinha básica para seus pais. Assim como quem não quer nada, quando eles menos esperarem, dispare:  - “Vocês puderam ter algum bicho quando eram pequenos”?
 
Se eles não tiverem resolvido isso no divã,  será a senha para você, quem sabe, alcançar seu objetivo.
 
Boa sorte!!! Pedro, Cristiana,Henrique, André,  Branca, Lua, Pipoca, Charlote, Cristal Xanti, Anri, Sofia, Touchê e Filô estão na torcida!!!
 
PS.: Ah! O pessoal dos aquários acabou de mandar uma mensagem. Eles também estão cruzando os dedos!
 



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