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Tudo bem. O celular é muiiiiiito importante na vida de qualquer adolescente. E, não é só para manter contato com a família! É um charme possuir um. E, quanto mais recursos o celular tiver, mais glamuroso fica. Bater fotos, entrar na internet, enviar torpedos, receber e fazer ligações... é mesmo pra se sentir “plugado” com o mundo. Quem não possui celular corre o risco de NÃO ser encontrado!!! E isso, é a MORTE nos dias de hoje! Perder um convite, uma fofoca ou uma piada? Nem pensar! Mas, Graças a Deus, à inteligência humana e à tecnologia, os celulares são bastante versáteis e sabem guardar recados (não segredos!). Não é preciso ficar “ligado” no aparelho o tempo todo. Basta olhar nos intervalos das aulas se há alguma comunicação importante.... e retornar, se for o caso, assim que puder. Só que não está acontecendo bem assim. Professores reclamam do uso (e abuso) do celular durante as aulas. O aparelho passou a ser mais um motivo de desvio de atenção dos alunos, que se distraem enviando e recebendo torpedos, justo na hora que deveriam estar prestando atenção às explicações ou participando de um debate. Pronto! A sala de aula virou uma espécie de “chat” e, na “moita”, a conversa rola. O professor se sente desrespeitado além de saber que a distração vai se refletir na aprendizagem dos alunos e conseqüentemente nos resultados das provas. Mas, “desrespeitado” é a palavra ideal para a situação? Você decide... Pra facilitar, imagine algo semelhante acontecendo com você: alguém com quem você esteja falando, explicando ou contando alguma coisa, começa a conversar com outra pessoa, ignorando o que você diz... E aí? Como você se sentiria???? Pois isso é parte do que um professor sente!!! Proibição vira lei A situação tem ficado tão difícil e as queixas tão comuns que um deputado do Rio de Janeiro transformou em lei a proibição do uso de celulares em salas de aula nas escolas públicas estaduais. A lei não proíbe que os estudantes levem o aparelho para a escola, pois, com tanta violência, o celular passou a ser um recurso importante para os pais “monitorarem” a segurança dos filhos. Assim, a proibição se restringe ao uso em sala de aula. Mas, isso é tão óbvio, não? Embora a lei já tenha sido publicada no Diário Oficial do estado, a sua regulamentação ficará por conta do governo, ou seja, o estado deve decidir sobre as penalidades no caso do seu descumprimento. Parece-me estranho que um problema de educação e de formação extrapole as portas do colégio e da família, lugares onde crianças e jovens vivem boa parte de suas vidas aprendendo a ser cidadãos, a respeitar regras e pessoas e a se enquadrar nos limites de cada situação. Afinal, direitos são conquistados à medida que se tem capacidade de cumprir obrigações. Quem não sabe usar celular respeitando locais, regras e pessoas, que não use. Amadureça primeiro!
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