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Um dos maiores ídolos do esporte nacional encerrou sua carreira neste ano. Gustavo Kuerten, o Guga, abandonou o circuito profissional de tênis devido às constantes dores no quadril que o incomodavam há algum tempo. Mesmo após intervenções cirúrgicas, o brasileiro não conseguiu recuperar o ritmo de jogo do passado e optou por terminar sua brilhante carreira, que inclui um tri-campeonato em Roland Garros, entre outros torneios de grande porte. Mas engana-se quem pensa que houve tristeza ou dificuldade para anunciar o fim da linha. Mesmo com lágrimas rolando pelo rosto, o sentimento transmitido por ele era de extrema alegria e orgulho pelo caminho traçado e pelos objetivos alcançados. Após a última partida em solo brasileiro, contra o gaúcho Franco Ferreiro, Guga aproveitou para garantir que ficará temporariamente afastado das quadras. A afirmação traz decepção para quem esperava vê-lo em ação, pelo menos em torneios de exibição, mas reforça um pouco o pensamento humilde do tenista: é hora de curtir a vida. Guga quer aproveitar as praias sua cidade-natal, Santa Catarina, surfando, passeando pela Lagoa da Conceição em Florianópolis, viajando com os amigos e curtindo a família, objetivos bem simples para quem já esteve viveu o auge da glória no esporte. Entretanto, talvez por isso o tenista seja tão querido: sempre foi próximo e fiel aos amigos e familiares, nunca deu sinais de que o "glamour" da fama o cegara e sempre foi um cara simples. Mesmo após as declarações anunciando o término da carreira, os convites para torneios de veteranos e eventos continuam a aparecer, mas Guga só deve começar a considerá-lo no final de 2009, quando a poeira já tiver baixado um pouco. A despedida em Paris Apesar da derrota para francês Paul-Henri Mathieu, na primeira partida de Roland Garros, a passagem de Guga por Paris foi novamente repleta de emoções. Por incrível que pareça, o brasileiro foi mais aplaudido que o atleta local, em uma demonstração única da paixão que os parisienses têm pelo ídolo. O futuro Após a pausa, Guga planeja voltar a trabalhar com o tênis, talvez como empresário de atletas ou construindo seu próprio centro de treinamentos. Vale lembrar que o Brasil é um país que ainda aprende como valorizar outros esportes além do futebol. Se os dirigentes não conseguiram popularizar o tênis durante o auge da carreira de Guga, talvez o atleta tenha competência para atrair muitos interessados por todo o país para, quem sabe, reescrever seu caminho de glórias.
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