FACEBOOK E TWITTER PODEM SER USADOS POR LADRÕES?
Os usuários de redes sociais com Twitter e Facebook vêm sendo alvo de criminosos que acessam os perfis e fisgam dados pessoais e informações relevantes sobre a vida das vítimas. A exposição ao perigo pode trazer também prejuízos legais para o bolso, não causados por ladrões, ao fazer com que as seguradoras aumentam o valor das apólices em casos de indivíduos onde há comprovadamente utilização de redes sociais.
O aviso vem de um estudo chamado "The Digital Criminal" (o Criminoso Digital), conduzido pela seguradora inglesa Legal & General e divulgado no jornal Daily Telegraph. Após entrevistar mais de 2000 usuários de redes sociais, os pesquisadores afirmam que 2/5 deles divulgaram seus planos para as férias, enquanto na faixa de 16 a 24 anos este percentual chegou a 2/3.
Os criminosos podem tranquilamente acompanhar hábitos e traçar a rotina de vida dos usuários mais freqüentes, programando ataques no momento mais conveniente.
“Shopping para ladrões”?
Outro estudo, da empresa de segurança para web Sophos, constatou que os níveis de informação disponibilizados online são "assustadores": 41 % dos usuários divulgam informações pessoais para estranhos no Facebook. Dados como data de nascimento, locais de trabalho atual e passado e hábitos cotidianos são mostrados sem cerimônia, assim como fotos em viagens são disponibilizadas quase em tempo real, enquanto o endereço de casa é mostrado no perfil. Um prato cheio para ladrões que consigam montar esse quebra-cabeças, nem sempre de grande dificuldade.
Os entrevistados também se mostraram pouco preocupados com a segurança em redes sociais. O teste conduzido enviou 100 pedidos de associação para perfis de completos estranhos no Twitter e Facebook. No Twitter, 90% deles foram aceitos e, no Facebook, apenas 2%.
As redes sociais podem ser quase um "shopping para ladrões" quando utilizadas em conjunto com ferramentas como o Google Street View. No Brasil, por exemplo, este serviço ainda não tem a riqueza de detalhes como nos Estados Unidos ou Inglaterra.
Entretanto, com o rápido avanço das tecnologias e a reconhecida facilidade com que o brasileiro gosta de fazer amizades e abrir a intimidade (vide o sucesso do Orkut), brevemente as ameaças também podem ser maiores por aqui. A preocupação maior, porém, ainda está restrita aos Estados Unidos e Europa, pelo menos por enquanto.