CONTA CONJUNTA OU SEPARADA?
Como administrar o orçamento doméstico? Para melhor administrar o orçamento da casa é preciso definir a receita familiar, mas esse é um dos pontos mais sensíveis na relação do casal. Dizem que juntar contas bancárias costuma ser mais difícil do que unir vidas no mesmo espaço. Cada casal tem sua própria receita para gerir os ganhos e gastos domésticos. Para a jornalista Lucia Rodrigues, casada há 18 anos e com um filho adolescente, a reunião de todos os ganhos do casal numa conta única funcionou bem nos dez primeiros anos da união. “Como tínhamos uma vida muito corrida e apertada, revezávamos a responsabilidade pela administração da conta conjunta e dos pagamentos. Esses encargos eram cuidados por quem tivesse mais tempo disponível, então, durante alguns anos eu controlei a conta e, em outros períodos, o Marco assumiu. Como os ganhos eram basicamente voltados para as despesas familiares e para uma pequena poupança, não havia muito a pensar. Quando os salários permitiram uma pequena folga, ambos sentimos necessidade de ter mais liberdade para gastos pessoais e optamos por administrar cada um o próprio salário, assumindo responsabilidades por determinadas despesas da casa”. Para Lucia, a vantagem de ter contas separadas é a liberdade para fazer gastos sem precisar dar explicações ou depender da aprovação do outro, mas reconhece que, no caso deles, os projetos comuns de médio e longo prazo saíram prejudicados. Unindo ganhos sem perder a liberdade Um caixa único para fazer frente às despesas familiares é a melhor solução para planejar e equilibrar o orçamento doméstico. Assim, pode-se priorizar despesas e detectar gastos que crescem e saem do controle. A união de ganhos também ajuda a família a pensar nos projetos comuns e a discutir estratégias para viabilizá-los. Essa opção, na maioria das vezes, exige renúncia a pequenas necessidades pessoais - nem sempre compreendidas pelo outro. Quando os sacrifícios se prolongam por muito tempo podem virar ressentimento e frustração que se refletem no relacionamento do casal. Para não perder a liberdade, a saída pode estar em possuir três contas: a minha, a sua e a nossa. Na conta conjunta, o casal combina depositar um percentual de seus ganhos para fazer frente às despesas e aos projetos comuns. Assim, quem ganha mais, contribui com mais. E, quando houver necessidade de reajustes, faz-se, então, uma revisão. Para os projetos de médio e longo prazo, a prática também funciona, mas o dinheiro deve ser aplicado, separadamente, em poupança ou em outro investimento que o casal ache melhor. Gastando a dois Certamente não há uma fórmula perfeita que atenda a todos os casais, mas para que qualquer combinação dê certo, o diálogo permanente é fundamental. Se as pessoas se amam e têm um projeto de vida comum precisam conversar: programar a aposentadoria, definir quanto poupar, o que é prioritário na vida conjunta, que tipo de dívida devem assumir e por quanto tempo. Assuntos não faltam... Com relação às despesas, a participação de ambos também favorece. Os dois devem acompanhar os gastos familiares, seja com mercado ou com outros itens, como luz, telefones, condomínio, entretenimento, etc Definir e dividir tarefas que envolvem pagamentos, acompanhamento do saldo conjunto etc ajuda a manter o casal comprometido e envolvido com a administração das despesas. Preparar-se para eventualidades, também é uma boa dica. Na hora de somar as despesas fixas do casal, deve-se adicionar 10% do valor da conta para um fundo de emergência a ser aplicado num investimento de fácil e rápido acesso. No mais, o diálogo e os sonhos comuns determinarão os ajustes.
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