Educa


Busca com a palavra exata
Área de login
 
Esqueceu sua senha?
Professor web
Escolha a matéria e faça a sua pergunta:
 
10 Coisas ...
Aula Online
Cálculos
Cantando História
Cartazes Temáticos
Educação Infantil
Especiais
Estudo Interativo
Ferramentas
Filosofando
Hora do Recreio
Jogos Educacionais
Laboratório Virtual
Literatura
Mapa de Conteúdos
Ortografia
Pesquisa Escolar
Sociologia
Tirando de Letra
Aprenda Sozinho
Colunistas
Conhecendo seus Filhos
Convivendo com a Diferença
Desvendamos Mistérios
Dia-a-Dia
Finanças Pessoais
Leitura Dinâmica
Meninos e Meninas
Nunca é Tarde para Aprender
Pais, Filhos e Netos
Papo Sério
Que Dia é Hoje
Saúde e Bem Estar
Fale conosco
Twitter

 HOME Educa » FAMÍLIA » CONVIVENDO COM A DIFERENÇA 


Convivendo com a Diferença
rss
Data: 25/05/2012 
compartilhe em: Twitter Facebook Windows Live del.icio.us Digg StumbleUpon Google  recomende!
   Últimos textos
publicados
 

Estupro e a benevolência cultural

Bibliotecas: zonas de paz

Os avós descolados da Espanha

Natal: a festa que reúne gerações

Adolescente paquistanesa faz a diferença

Uruguai despenaliza aborto

A LUTA DAS MULHERES SAUDITAS
Restrições à liberdade e à autonomia

As restrições à liberdade e à autonomia das mulheres muçulmanas não são as mesmas no mundo árabe. Há países muçulmanos em que a burca já foi completamente abolida, as mulheres participam do pleito eleitoral, frequentam universidades, dirigem seus carros e trabalham. Em outros, entretanto, elas não têm qualquer autonomia e são tuteladas pelos homens da família, seja o pai, o marido, ou o irmão e, na falta desses, dependem de um parente mais próximo, como um tio ou um primo. 

Qual a razão de tanta diferença de comportamento, se o Deus é o mesmo e as instruções de Alá se encontram no Alcorão, Livro Sagrado de todos os muçulmanos?

É na subjetividade da interpretação da Palavra divina que está a resposta. A subjetividade está sujeita aos interesses pessoais e políticos dos líderes religiosos e governantes, especialmente nos países onde a religião e o Estado se confundem.

Quem sabe faz a hora

Mas as redes sociais vem permitindo que o contato entre descontentes se alastre mesmo em países onde há opressão e falta de liberdade. A Primavera Árabe, como ficou conhecida a sucessão de quedas de ditaduras em países árabes, é um exemplo da força da união dos insatisfeitos que a internet ajudou a reunir.

O Reino da Arábia Saudita - uma monarquia absoluta (o rei é chefe de estado e também de governo) - conhecido não só por ter a maior reserva de petróleo do mundo e ser o país árabe mais rico, mas também por ser um dos países que mais infringem os direitos humanos e mais impõem restrições às atividades femininas, conseguiu, aparentemente, sobreviver à Primavera Árabe, mas vem experimentando há tempos a rebeldia e a união feminina. 

As mulheres sauditas são tratadas como criança ou incapaz. Precisam da aprovação por escrito de seu responsável masculino para fazer até pequenas coisas como abrir uma conta bancária, viajar para o exterior, trabalhar ou se submeter a certas cirurgias. Não podem andar em conduções públicas junto com homens. Não votam.

Além disso elas estão proibidas de dirigir, embora muitas tenham carteira internacional de motorista, tirada em outros países, como Catar, Jordão e Egito. Embora não existam leis na Arábia Saudita proibindo as mulheres de dirigir, só os homens podem tirar carteira de habilitação.

No final de 2011, várias dessas mulheres desafiaram o governo, e seu controle, se deixando filmar enquanto dirigiam pelas ruas de várias cidades do reino, postando os vídeos no You Tube para que o mundo e, especialmente, para que outras mulheres sauditas as vissem. A líder do movimento e algumas dessas mulheres foram presas e uma delas chegou a ser condenada a 10 chibatadas que acabaram sendo perdoadas pelo rei.

O direito de dirigir é um dos primeiros de uma longa lista de reivindicações. Apesar de muitas jovens já cursarem as universidades, as chances de emprego são raras. Hoje já se admite no país que as mulheres trabalhem como vendedoras em lojas ou supermercados. Antes disso, quando só os homens podiam trabalhar, as mulheres tinham que passar pelo constrangimento de serem atendidas por homens até em lojas de lingerie ou esperar que os homens da família comprassem para elas esses produtos.

Cada nação tem sua própria cultura e conviver com a diversidade é uma oportunidade de aprender novos entendimentos. Foi assim que muitas mulheres sauditas descobriram que os seus destinos podem ser bem diferentes sem infringirem as leis de Alá, nem ofenderem o Alcorão.



Deixe seu comentário
Seu nome:
Seu e-mail:
Código de segurança:   
Veja os comentários

pela primeira vez que estou acessando esse saite, gostei muito pois tirei muitas dúvidas Parabens!
Raimunda

Os direitos humanos, ainda que assistidos, seja por membros da sociedade, seja por órgãos governamentais, são elementos essenciais à afirmação da dignidade humana. Conviver com tais restrições é memso que admitir amplo legado a um e nenhum ao outro, ou seja, absolutamente irracional. Acabar com isso será benéfico a sociedade posto que o homem sem recionalidade é um mero animal.
Domingos Lobo Silva

   
   Veja outras matérias desta seção: