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Segundo um estudo realizado pela Microsoft, a hipótese de que apenas seis pessoas separam você de qualquer indivíduo do mundo pode estar correta. Embora a empresa norte-americana de softwares acredite na teoria dos seis graus de separação, ainda há dúvidas e estima-se que sete graus seja um número mais exato.
A pesquisa, realizada com base nos endereços de pessoas que enviaram 30 bilhões de mensagens instantâneas a partir do programa MSN Messenger durante junho de 2006, concluiu que quaisquer duas pessoas estão conectadas, em média, por sete ou menos conhecidos.
Para o pesquisador Eric Horvitz, o resultado indica que talvez exista uma constante de conectividade social para a humanidade. A teoria, criada em 1960, é o indicativo de que todos nós somos realmente muito próximos.
Estudo
Horvitz e Jure Leskovec, que utilizaram o banco de dados da Microsoft e toda a sua rede de mensagens, consideraram duas pessoas como conhecidas se elas tivessem enviado ao menos uma mensagem instantânea à outra.
A partir do menor número possível para conectar todos os usuários incluídos nesse banco, chegou-se a conclusão de que a média era 6,6 elos e de que 78% dos pares poderiam ser conectados por sete ou menos pessoas.
Mito?
Criada pelo psicólogo americano Stanley Milgram, a teoria dos seis graus de separação surgiu após uma série de experimentos de envio de cartas, conhecida como Small World (mundo pequeno).
A experiência consistiu em uma pessoa passar uma carta à outra, desde que a conhecesse. O objetivo era que essa carta chegasse a uma determinada pessoa, desconhecida da primeira, que vivia em uma outra cidade. Milgram concluiu que a carta foi passada em média seis vezes, dando origem ao nome da teoria.
Porém, em julho de 2006, uma psicóloga da Alaska Fairbanks University verificou que 95% das cartas não haviam chegado ao seu destinatário final. Então, Judith Kleinfeld, afirmou que a teoria que identifica o número de laços de conhecimento entre duas pessoas quaisquer era um mito.
Você também é parte da teoria
O estudo sobre graus de separação gerou na internet um jogo denominado Oráculo de Bacon. Criado por um cientista da Universidade de Virgínia, Brett Tjaden, o jogo mostra como o ator Kevin Bacon se relaciona com os outros artistas, sejam americanos ou não. Por exemplo, a atriz Fernanda Montenegro tem um “número Bacon” de 3, porque ela atuou em Joana Francesa (1973) com Jeanne Moreau; esta atuou com Eli Wallach em The Victors (1963) e, finalmente, este atuou com Kevin Bacon em Mystic River (2003).
Um outro exemplo bem conhecido é o site de relacionamento Orkut. A rede social que ajuda seus membros a criar novas amizades só foi possível ser criada devido à relação intermediária entre todos os usuários.
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