Energia gasta com e-mails alimentaria 2,4 milhões de casas.
Em tempos de tanto desperdício, mais uma notícia para nos alertar sobre o nosso comportamento: uma pesquisa realizada por uma empresa de softwares afirmou que a energia gasta diariamente com spams, ou seja, com mensagens eletrônicas não-solicitadas enviadas em massa, alimentaria cerca de 2,4 milhões de casas.
O tempo que as pessoas passam em frente ao computador excluindo e-mails ou procurando as mensagens que são de fato importantes consome cerca de 33 bilhões de kilowatts hora por ano - o suficiente para abastecer milhões de casas com energia elétrica no mesmo período.
A McAfee, responsável pela pesquisa,informou ainda, que cerca de 62 trilhões de e-mails spams foram enviados no ano de 2008 e que a produção de toda essa energia causa emissões de gases do efeito estufa equivalentes a 3,1 milhões de carros por ano.
Um problema muito além de um incômodo
Quem é usuário da internet sabe o que é ser “incomodado” por um spam. Atualmente, ele é uma das principais perturbações para os internautas e para os administradores de redes e de provedores. O abuso dessa prática é tão grande que já se tornou um problema de segurança pública.
E os problemas não param por aí. O envio de spam é também um problema financeiro, já que acarreta perdas econômicas para grande parte dos internautas, que gastam energia elétrica e tempo para deletar tudo que é recebido. O outro alvo dessa prática é o meio ambiente, que sofre com as consequências dos gastos inúteis de tanta energia.
Uma prática antiga
Originalmente, o nome spam surgiu em 1937 como marca de um presunto picante - SPiced hAM (em inglês, de onde surgiu a sigla), comercializado por uma empresa norte-americana.
O nome ganhou fama pelas mãos de um grupo de comediantes britânicos que fez um quadro com o uso do enlatado. Na cena, o nome era repetido várias vezes por um cliente, que interrompia uma garçonete ao som de uma canção: "Spam, spam, spam, spam, spam, spam, spam, spam, lovely spam! Wonderful spam!".
Tempos mais tarde, um grupo que fazia parte de um tipo de bate-papo virtual atribuiu a "irritante" música/nome Spam aos e-mails repetitivos que chegavam em suas caixas de mensagens. Em pouco tempo, o nome foi reconhecido pela comunidade virtual e propagou-se mundialmente.
Brasil, 5º lugar de envio de Spam
No ano de 2004, uma pesquisa realizada por uma empresa de segurança inglesa divulgou uma lista com os 12 países que mais produziram spam durante o período e o Brasil ficou com o 5º lugar, com um percentual de 3,34% do lixo eletrônico mundial.
O primeiro da lista foram os EUA com um total de 42,11% de todos os spams do mundo; em segundo lugar, a Coréia do Sul, com 13,43%; em terceiro, a China, com 8,44% e, em quarto, o Canadá, com 5,71%. Na época, a lei norte americana Can-Spam, criada com o objetivo de diminuir o volume desses e-mails, não se mostrou eficiente.
O que fazer para evitar?
O estudo feito pela McAfee concluiu, também, que os sistemas de filtragem de e-mails podem economizar até 135 bilhões de kilowatts-hora por ano, o que representaria para o meio ambiente o mesmo que tirar das ruas 13 milhões de carros por ano.
Você já olhou a sua caixa postal hoje? Certamente, está comprometida com propagandas, propostas de ganho de dinheiro fácil, correntes de sorte e muito mais. Toda essa enxurrada de besteiras que não lhe serão úteis só farão você gastar tempo e energia.
Atualmente, existem programas que podem reduzir o recebimento desses e-mails indesejados. Que tal instalá-los em seu computador? Embora não exista uma receita milagrosa para exterminar de uma vez o problema, a educação ainda é uma grande saída, ou seja, conscientizar as pessoas que o mau uso da rede é um problema para a humanidade em geral é a melhor alternativa.
Faça também a sua parte! Se receber, evite repassar correntes ou propagandas! O meio ambiente agradece!
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