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   NOTÏCIA POSTADA DIA 05-02-2010VOLTAR  
SOL
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Como sabemos, o Sol é um dos responsáveis pela vida na Terra, sem ele não haveria o calor e a luz necessários para o surgimento dos habitantes de nosso planeta. Mas, se por um lado ele é fundamental para a nossa existência, por outro suas atividades podem nos causar uma série de problemas como interrupções na transmissão de dados via internet e telefone, além do comprometimento do fornecimento de energia elétrica.

Há algum tempo as explosões na superfície do Sol vêm se intensificando e recentemente imagens feitas por telescópios espaciais mostram um aumento significativo das manchas e também das labaredas solares. Toda essa atividade pode, a partir de 2012, ser capaz de interferir na rede de telecomunicações aqui na Terra, pois altera o campo de proteção magnética do nosso planeta.

Segundo Richard Harrison, cientista da Rutherford Appleton Laboratory, de Oxfordshire, Inglaterra, os fenômenos podem interferir na transmissão das Olimpíadas de Londres que acontecem em julho do mesmo ano. A presidente da Associação Britânica de Astronomia, Heather Couper, explica que o Sol é uma grande massa magnética que, ao sofrer uma perturbação em seus campos, “enlouquece” e produz explosões e labaredas causando, entre outras coisas, as auroras boreais. A astrônoma lembra também que ano passado as bolsas de valores de Tóquio e do Canadá tiveram suas operações interrompidas por causa desse fenômeno.

A estrela mais próxima

O Sol é a estrela mais próxima da Terra, daí a importância de estuda-lo já que ele pode dar muitas informações sobre os demais corpos celestes que se encontram distantes do nosso planeta milhares de anos luz. Ele é composto de hidrogênio e hélio no estado incandescente e possui 1,4 milhões de km de diâmetro, aproximadamente 109 vezes o diâmetro da Terra, e massa equivalente a 745 vezes a massa de todos os planetas do Sistema Solar juntos.

Como ocorrem as manchas solares?

Por ser composto basicamente de hidrogênio em forma de plasma, que é um estado diferente de sólido, liquido ou gasoso, o Sol se encontra no que os cientistas denominam de quarto estado fundamental da matéria. Nessa circunstância, a matéria é um gás ionizado constituído de elétrons livres, o que torna o plasma eletricamente condutível, com forte resposta a campos eletromagnéticos.

A composição do Sol então, interfere em sua rotação que é de 30 dias nos pólos e 26 no equador, interferindo nas linhas do campo magnético. Essas linhas comprimem-se e, por conseqüência, carregam o plasma junto até a sua compressão máxima, aumentando a pressão e a temperatura até a ruptura da massa e liberação da energia comprimida em forma de explosões. Após a expulsão da energia ocorre uma queda na temperatura da região em que houve a explosão e surgem as manchas. Quanto mais manchas surgem, maiores as explosões e surgem, também, as labaredas.

Imprevisível

O número de manchas solares aumenta e diminui num ciclo médio de 11 anos, porém, pode haver ciclos menores de oito dias e maiores de até 16 anos, o que torna a atividade solar imprevisível. Há períodos em que o Sol não apresenta nenhuma mancha visível durante vários dias, porém nos picos de máxima atividade o número de manchas pode chegar a 100 em um único grupo.

Pesquisadores aguardam o lançamento do Observatório de Dinâmica Solar da Nasa, nesta semana, para coletar dados que os ajudem a dar avisos antecipados da ocorrência de labaredas solares e de tormentas magnéticas. Segundo eles, as consequências podem ser minimizadas com o desligamento de circuitos eletrônicos sensíveis antes das tormentas magnéticas, reduzindo o risco de danos a satélites de transmissão.

A sonda da Nasa ficará na órbita da Terra por cinco anos para investigar as causas da atividade solar intensa.

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