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 HOME Educa » FAMÍLIA » ACONTECE 
   NOTÍCIA POSTADA DIA 01-04-2009VOLTAR  
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Gripe suína deixa países em alerta.

Parte do mundo começa a semana em estado de alerta, após diversos países apresentarem suspeitas de pessoas contaminadas pela gripe suína. Nos Estados Unidos, depois da confirmação de vinte casos, a Casa Branca decretou estado de emergência na saúde. O Canadá também confirmou alguns casos.

A situação mais grave, contudo, é no México: há cerca de 1600 infectados e 23 mortes confirmadas pelo governo, embora o número de falecimentos possa ser de mais de cem.

Ainda há suspeitas em Israel, França, Espanha, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Nova Zelândia, Colômbia e Brasil. A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que há risco de ocorrer uma pandemia. Se for o caso, a organização e os países envolvidos deverão tomar medidas mais severas.

No país, um brasileiro proveniente do México foi internado em São Paulo sob suspeita de estar contaminado. De acordo com o médico responsável o paciente passa bem, mas será mantido em isolamento até diagnóstico completo. Uma mulher, que também vinha do México, passou por uma consulta, porém foi liberada.

Sobre a doença

A gripe suína é uma infecção respiratória aguda causada por vírus, de fácil contágio, que costuma atacar suínos. Surtos entre os animais são comuns, mas raramente são fatais.

Geralmente humanos não contraem esse tipo de gripe, porém há relatos de que em 2008, no México, pessoas que estiveram em contato próximo com porcos apresentaram a doença. O contágio também pode ocorrer de pessoa para pessoa.

Há vários tipos de vírus causadores dessa doença, mas o tipo encontrado em humanos atualmente é o H1N1, uma combinação dos vírus da gripe aviária, suína e humana.Os sintomas são febre alta, dores no corpo, falta de apetite, espirros, tosse e dificuldades respiratórias. Não há vacina, uma vez que o vírus está em constante mutação. A doença pode ser tratada, mas também pode se agravar e levar à morte.

A OMS informa não haver comprovação de que a doença possa ser transmitida pela ingestão de carne de porco ou derivados. A instituição alerta que esses alimentos podem ser consumidos, desde que haja preparo adequado. O cozimento a partir de 70° C mata o vírus.

Após a epidemia SARS, alguns anos atrás, o mundo está hoje mais bem preparado caso ocorra uma pandemia de gripe suína. Há estoques de remédios, além de o mapeamento e identificação de vírus serem muito mais rápidos hoje.

Países tomam precauções

Diante do risco da doença se espalhar pelo globo, várias medidas estão sendo adotadas. No Japão e Coreia foi reforçada a vigilância em aeroportos, especialmente para passageiros vindos do México. No Peru, o controle de turistas provenientes do México e dos EUA foi intensificado. Alguns países, como Reino Unido e República Tcheca anunciaram possuir estoques de Tamiflu, medicamento para tratar o mal.

No Brasil, o Ministério da Saúde informou estar fazendo monitoramento em aeroportos de passageiros vindos de áreas afetadas. Apesar disso, em reportagem exibida pela TV Globo neste domingo, passageiros de um voo que vinha do México, relataram não terem recebido nenhum tipo de informação a respeito no desembarque no Brasil.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aconselha, para prevenir o contágio - em caso de viajar para regiões afetadas - lavar as mãos frequentemente, usar máscaras cirúrgicas descartáveis, evitar locais fechados com muitas pessoas e, ao tossir, cobrir a boca com um lenço ou com as mãos.

Mercado brasileiro

A suinocultura é parte expressiva da economia brasileira, com um faturamento de cerca de R$ 12 bilhões ao ano. O país exportou cerca de 625 mil toneladas em 2007, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A produção em 2008 ficou em torno de 3,11 milhões de toneladas, sendo a maior parte para consumo interno. O país tem o terceiro maior rebanho de suínos do mundo, com 32 milhões de cabeças, atrás dos EUA e da China.

Nesse cenário, o medo de uma epidemia pode ser um inibidor do consumo. A Rússia – grande comprador do Brasil - anunciou a suspensão de compra de carne suína do México. O governo brasileiro se adiantou a qualquer reação desse tipo e divulgou nota afirmando não haver problema em consumir carne suína, “uma vez que não existem animais infectados ou doentes com essa virose mesmo nos países onde casos humanos foram identificados”. 

O mesmo comunicado informa que “o sistema de vigilância do serviço veterinário oficial do Brasil, incluindo a Vigilância Agropecuária em portos, aeroportos e postos de fronteira está em alerta permanente. Qualquer eventual alteração da situação sanitária animal no País será imediatamente comunicada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento”.