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 HOME Educa » FAMÍLIA » ACONTECE 
   NOTÏCIA POSTADA DIA 13-08-2008VOLTAR  
REFERENDO CONFIRMA MANDATO DE MORALES Referendo confirma mandato de Morales
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O Referendo Nacional revogatório que ocorreu na Bolívia, no último domingo, confirmou a permanência do presidente Evo Morales no poder, com 60,7% dos votos, 7 pontos a mais do que obteve nas eleições de 2005, segundo as pesquisas de boca-de-urna realizadas no país.

Além de Morales, também foi confirmada a permanência do vice Álvaro Garcia Linera e  dos mais fortes opositores ao governo: os governadores de Santa Cruz, Beni, Tarija e Pando, enquanto que os governadores de La Paz, Cochabamba (oposição) e Ururo ( situação) perderam os seus cargos.

O governador Manfred Reyes Villa, de Cochabamba, porém, não concorda com o resultado das eleições e alega que cumprirá seu mandato até o final, já que segundo ele o referendo é ilegal. Os outros candidatos da oposição que tiveram sua permanência garantida sentem-se ainda mais fortalecidos e dispostos a lutar pela autonomia de suas províncias.

O porquê do referendo
 

Referendo é uma consulta popular através da qual os eleitores são chamados a se pronunciar pelo voto direto e secreto sobre determinados assuntos de referência nacional. Vale ressaltar que acontece posteriormente à aprovação de uma lei.

Foi justamente o que aconteceu na Bolívia, quando após ter sido chamado de ditador, o presidente Evo Morales propôs uma eleição nacional para confirmar no cargo a sua permanência, a de seu vice, e a de nove entre os dez governadores das províncias bolivianas.

Isso se deve ao complicado momento político pelo qual Bolívia vem passando desde que foi deflagrado um conflito entre os políticos direitistas liderados pelo partido "Podemos" e os integrantes do governista "Movimento ao Socialismo (MAS)", ao qual Morales está ligado.

Se de um lado a oposição luta pela a autonomia das províncias, do outro a situação busca uma integração social e a união territorial, baseada em profundas reformas constitucionais.

Conflitos aumentam a pobreza na Bolívia 
 

Em meio à crise que se instalou na Bolívia, dividida entre os que apóiam Evo Morales com suas idéias socialistas e centralizadoras e as lideranças políticas que almejam autonomia para gerir seus recursos e barrar a nacionalização econômica promovida pelo presidente, o país encontra-se com índices cada vez  mais elevados de pobreza.

A Bolívia é o país mais pobre da América do Sul e tem perdido entre 1% e 3% de seu PIB devido aos conflitos. Entre os anos de 1970 e 2006 o país passou por 12 mil conflitos que lhe custaram diretamente 60 milhões de dólares por ano e, indiretamente, 200 milhões de dólares anualmente.

Entre 1970 e 2005, o país passou por 1.600 greves de funcionários, 1.000 de estudantes, 600 de professores e 500 de mineiros. Apesar das classes mais baixas ganharem menos, os principais responsáveis pelos protestos no país, segundo o estudo “Conflito social e crescimento econômico na Bolívia”, são da classe média.

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