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De acordo com especialistas, a falta de chuva pode provocar racionamento de energia em algumas regiões do Brasil. O baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas vem gerando preocupações sobre a capacidade de abastecimento no país. Diante dessa realidade, é provável que haja racionamento até o fim do mês caso não chova como o esperado.
Segundo informações, o volume de chuva tem sido bem menor do que a média dos últimos 76 anos, durante essa estação chuvosa. Na última quarta-feira, o nível dos reservatórios da Região Sudeste apontava apenas cerca de 44,73% da sua capacidade, quando há um ano estava com 53%.
No nordeste, o caso é mais alarmante. O volume de água, que era de 61,9%, diminuiu para menos da metade desse percentual. Para o ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, o Brasil ainda não corre o risco de um novo apagão, mas é preciso rever o problema da energia no país.
A origem do problema
Nos últimos anos, o consumo aumentou, a quantidade de chuva diminuiu e, segundo o ministro, um outro problema poderia ocasionar o racionamento de energia: a falta de gás para atender as termelétricas.
Porém, Hubner garantiu que até o ano de 2009 o país não precisará usar recursos de racionamento, porque, em geral, 60% da capacidade dos reservatórios costumam encher entre os meses de janeiro e abril e, além disso, há garantias de que a Petrobrás tenha assinado um termo de compromisso com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) que tem como cláusula o abastecimento das termelétricas com 2.500 megawatts (MW) médios de gás ao longo do primeiro semestre.
Soluções
Em entrevista concedida no final do ano passado, o presidente Lula afirmou também que não existe risco de desabastecimento de gás no país. Lula confirmou as negociações com Evo Morales e o avanço dos acertos entre a Petrobras e a estatal boliviana YPFB para o fornecimento de gás.
Medidas como o acionamento de seis usinas térmicas a óleo que resultará em números além de 1.200 Megawatts de energia já estão sendo anunciadas para aumentar a oferta de energia. Cinco dessas usinas serão ativadas na Região Sudeste e uma na Região Sul.
Com a possível conclusão do gasoduto Cabiúnas-Vitória, no Espítiro Santo, no começo de fevereiro deste ano, espera-se também ser possível levar cerca de 5,5 milhões de m³ de gás/dia ao Rio de Janeiro - quantidade que será utilizada para alimentar uma usina térmica em Macaé, gerando mais de 1.000 Megawatts de energia.
O consumidor será afetado?
Há garantias de que essas medidas não irão atingir o consumidor. Segundo Maurício Tolmasquin, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), "essas usinas não têm qualquer reflexo no preço da energia. São contratos que já existem e as tarifas já refletem no preço atual".
Outra garantia prevista é de que, mesmo com a redução dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas, a oferta energética é suficiente para atender a demanda no país sem a necessidade de recorrer ao racionamento.
Fique atento! Economize energia!!!
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