|
Atualmente o Brasil é o quinto país mais populoso do mundo, ficando atrás da China, Índia, Estados Unidos e Indonésia. Segundo o censo 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população brasileira se aproxima dos 190 milhões de habitantes. O país é populoso, mas a tendência é de que este número continue a aumentar somente até 2039 - quando atingiria o máximo de 219 milhões de habitantes - e depois entre numa decrescente, chegando a 215,2 milhões em 2050.
Juntamente com a diminuição, as projeções demográficas mostram que a população está envelhecendo. Até 2050, 30% dos brasileiros estarão acima dos 60 anos. Além disso, a expectativa de vida chegará aos 81 anos. Por sua vez, nascem cada vez menos crianças no país e com a taxa de fecundidade abaixo do nível de reposição (dois filhos por casal) a tendência é a diminuição gradativa da população.
Os dados divulgados pelo IBGE no estudo intitulado 'Projeções da população do Brasil por sexo e idade: 1980-2050' trazem ainda outras revelações sobre o perfil demográfico do Brasil:
Motivos para a diminuição do crescimento vegetativo
O crescimento vegetativo de uma população é a diferença entre a taxa de natalidade e a de mortalidade. A partir da década de 60 observa-se uma diminuição nesta taxa, não porque a mortalidade tenha aumentado, mas porque a natalidade caiu. As explicações para este fato incluem diversos fatores sociais. Entre eles estão o aumento da população urbana e a característica de se ter menos filhos na cidade do que no campo, maior acesso a métodos anticoncepcionais, inserção da mulher no mercado de trabalho e aumento da escolaridade média, entre outros.
Por isso, a queda na taxa de natalidade aumenta a cada década. Se em 1960 o IBGE registrava um crescimento de 3% ao ano, em 2004 este número passou para 1,44% e as projeções são de que ele chegue a 0,24% em 2050 e que a partir de então a população pare de crescer.
A influência na economia
O envelhecimento da população pode ser bem aproveitado no plano econômico. Ele significa que nos próximos anos o Brasil terá mais pessoas fazendo parte da população economicamente ativa (PEA). Com mais pessoas trabalhando e menos crianças como dependentes, a tendência é sobrar mais dinheiro em circulação, proporcionando crescimento econômico para o país. Além disso, a concorrência no mercado de trabalho tende a diminuir.
Entretanto, o aumento no numero de idosos pode se transformar num peso para a Previdência Social caso não haja planejamento por parte do governo. Isso porque esta população precisa chegar à velhice produtiva e em boas condições de saúde. O país precisa desenvolver políticas de saúde e de inserção na economia para que o impacto desse envelhecimento não se torne algo negativo.
Desenvolvimento econômico
Os dados da pesquisa são reflexos do desenvolvimento econômico observado no Brasil desde a década de 60. Nossa taxa de fecundidade e pirâmide etária já se aproximam das encontradas em países desenvolvidos como Inglaterra e Itália. Espera-se que sejam criadas condições para que as projeções demográficas e econômicas se realizem.
|