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 HOME Educa » FAMÍLIA » ACONTECE 
   NOTÍCIA POSTADA DIA 16-07-2010VOLTAR  
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POLÍTICA EXTERNA
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Brasil se torna importante financiador internacional.

A política externa do governo Lula tem sido clara e objetiva: o Brasil deseja um lugar de maior destaque no cenário internacional. Para tanto, é feito um esforço no sentido de que o país se torne uma liderança na América Latina, receba um assento permanente no conselho de segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), entre outros objetivos. A situação econômica brasileira colabora para esta ascensão internacional. O país faz parte dos BRIC’s, grupo composto por nações de economia emergente que, segundo os economistas, serão as próximas potencias mundiais, do qual também fazem parte Rússia, Índia e China.

A presença brasileira tem sido marcante nos países da África e da América Latina. Segundo uma reportagem publicada pela revista britânica Economist o país tem sido um grande doador internacional. A ajuda aos países mais pobres é feita de diversas formas e vai desde a missão para estabilização do Haiti até o financiamento, via Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de projetos nos continentes africano e latino-americano.

De acordo com o cálculo feito pela revista, ao todo, o Brasil investe cerca de US$ 4 bilhões por ano em ajuda internacional. As iniciativas contabilizadas incluem assistência técnica, cooperação agrícola e doação direta de dinheiro, pois a Agência Brasileira de Cooperação envia ajuda humanitária a Gaza e ao Haiti além de destinar recursos ao programa de alimentos da ONU. Alguns projetos, entretanto, são apenas inspirados em iniciativas brasileiras. No Haiti, por exemplo, há um programa baseado no “Bolsa Família” onde as mães mantêm seus filhos na escola em troca de comida. Já em Mali, país africano, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) criou, com recursos próprios, um campo experimental para cultivo de algodão.

Expansão de Mercado

O amparo internacional, entretanto, não é feito de maneira desinteressada. Segundo a reportagem, este tipo de intervenção é benéfica para o Brasil, pois implica na expansão de mercado. A Economist afirma, por exemplo, que o Brasil quer criar um mercado global de etanol e para que o combustível verde consiga se firmar mundialmente, o país não pode ser o único fornecedor. Seria preciso, então, disseminar a tecnologia de produção para outros países criando novos fornecedores e gerando mais negócios para as empresas brasileiras.

A assistência humanitária aos países da África também traz um retorno político positivo já que melhora a imagem do Brasil junto ao Conselho de Segurança da ONU, órgão no qual o país deseja um assento definitivo. Além disso, torna o país mais competitivo frente à Índia e China, concorrentes diretos pela influência no mundo em desenvolvimento.

Ambivalência

Embora seja muito elogiada por especialistas por sua eficiência, a política externa brasileira é classificada como ambivalente pela reportagem. Isto porque o país ainda possui graves problemas sociais e bolsões de pobreza dentro de seu território.  A publicação apontou que antes de ocupar o lugar que deseja no cenário internacional, o Brasil precisa sanar os gargalos da distribuição de renda.