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O plástico está em inúmeros produtos que utilizamos diariamente. São embalagens, enfeites, roupas, o teclado do seu computador, o mouse... Se olharmos mais atentamente à nossa volta, poderemos identificar muito mais artefatos que utilizam o plástico em sua composição. Sem dúvida ele deixa a vida mais prática, imagine uma festa infantil sem copos descartáveis. Seria o caos!
Entretanto, este mesmo produto que facilita o nosso dia-a-dia polui o planeta e colabora para a degradação do meio ambiente. Dentre todos os produtos plásticos utilizados diariamente as sacolas foram eleitas as grandes vilãs. Não que outros tipos de plásticos não poluam, mas as sacolas são consumidas num ritmo impressionante. É comum pessoas armazenarem montes delas em casa, utiliza-las para jogar lixo fora e ainda assim continuar com o mesmo montante.
Embora algumas redes de supermercado brasileiras já ofereçam modelos de pano, a quantidade de sacolas plásticas utilizadas é alarmante, calcula-se que, só no Brasil, sejam consumidas entre 600 e 700 milhões por mês. A taxa mundial de consumo está estimada em 500 bilhões ao ano, quase 1 milhão por minuto. E o que mais preocupa os ambientalistas é que apenas 0,6% de tudo isso é reciclado.
Como resolver o problema?
As sacolas plásticas são poluidoras, mas como jogar o lixo fora sem a ajuda delas, por exemplo? Como substituir inúmeros outros produtos por algo menos poluente? Nos aterros sanitários, 60% do volume de lixo é composto de material plástico. Como modificar esse quadro?
A primeira resposta é reciclando, claro! Neste link (www.recicloteca.org.br/QuemRecebe.asp) você pode encontrar ongs e instituições que recebem e coletam materiais reciclados na sua cidade. A reciclagem transforma o que seria inutilizado em novos produtos com novas funções e, além disso, gera empregos e movimenta a economia.
No entanto, infelizmente, o sistema de reciclagem ainda é muito ineficiente e é nessa brecha que entra o plástico hidrossolúvel. Essa nova tecnologia de produção de plástico à base de álcool polivinilico atóxico, que dissolve em contato com a água, garante sacolas resistentes e ecologicamente corretas.
Alto investimento
O plástico hidrossolúvel foi desenvolvido na Europa e já é amplamente utilizado por lá. Ele é completamente solúvel em água, não deixa resíduos e é inofensivo à saúde. Seus produtores brincam que se poderia beber a água em que o plástico fosse dissolvido, mas não garantem nada quanto ao sabor. Brincadeiras à parte, essa inovação esbarra num obstáculo nada engraçado: o preço de produção.
Enquanto as sacolas comuns são provenientes do petróleo, um produto de extrativismo, o plástico hidrossolúvel é proveniente de matéria prima renovável, que envolve produção. Esses custos se refletem no produto final deixando-o até duas vezes mais caro.
Apesar do alto custo, já há produção de hidrossolúveis no Brasil e, apostando na “onda do politicamente correto”, os produtores afirmam que a popularização é questão de tempo. Na Inglaterra, uma rede de supermercado aumentou em 25% as vendas depois de apostar nas embalagens biodegradáveis para hortifrutis e outros alimentos.
As vantagens
O plástico hidrossolúvel não é despejado no esgoto, não interfere na composição do produto que embala e não vai parar nos oceanos, ao contrário dos plásticos comuns que matam milhares de tartarugas marinhas que comem as sacolas pensando ser algas vivas ou caravelas. Ele não entope ralos e bueiros nas grandes cidades, evitando enchentes e, por último, degrada-se em minutos enquanto que o plástico comum leva entre 200 e 400 anos para se decompor na natureza.
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