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Durante a última semana duas notícias relacionadas à área de saúde chamaram a atenção por terem o mesmo foco: pesquisas científicas envolvendo o sangue humano. A primeira delas, vinda dos Estados Unidos, relata o sucesso na obtenção de Glóbulos Vermelhos (Hemácias) a partir de células-tronco embrionárias. A segunda notícia, anunciada por pesquisadores alemães, é a criação de uma nova técnica que envolve a mistura dos Glóbulos Brancos (Leucócitos) do doador e do receptor de órgãos transplantados para diminuir a rejeição.
Mas quais os benefícios que estas pesquisas médicas/científicas trazem pra a humanidade? Sem dúvida a resposta é: muitos!
Este tipo de descoberta melhora as condições de vida de pacientes transplantados e facilita as cirurgias, já que todo o sangue necessário poderia ser "fabricado", entre outras melhorias.
Conheça abaixo mais detalhes sobre cada descoberta.
Sangue produzido em laboratório
Pela primeira vez glóbulos vermelhos foram produzidos em laboratório. A descoberta foi feita através de pesquisas com células-tronco embrionárias e deu o primeiro passo para o fim das doações de sangue.
O estudo, publicado na revista científica "Blood" foi realizado por um grupo integrado por cientistas da empresa americana de biotecnologia Advanced Cell Technology (ACT) em parceria com a Clínica Mayo e a Universidade de Illinois e relata que as células criadas são perfeitamente capazes de transportar oxigênio.
O sangue criado em massa seria do tipo "O" negativo, referente ao doador universal e também o tipo sangüineo mais raro. Ainda não há previsão para o início da "fabricação", mas já se sabe que mesmo utilizando poucas linhagens de células-tronco será possível gerar uma quantidade praticamente ilimitada de glóbulos vermelhos.
Remédio criado a partir do sangue diminui rejeição em transplantados
Pesquisadores da Universidade de Schleswig-Holstein, na Alemanha, descobriram uma forma de diminuir a quantidade de remédios utilizados no pós-operatório e durante toda a vida dos transplantados.
A técnica consiste na criação de células indutoras de aceitação de transplantes (TAICs, na sigla em inglês). Estas células são obtidas a partir do isolamento de amostras dos glóbulos brancos do doador que, em seguida, são modificadas quimicamente. A partir de então, as TAICs, passam a combater as células do sistema imunológico que desencadeiam o processo de rejeição. Além disso, as células sangüineas modificadas aumentam a ação de outro tipo de célula imunológica que é aliada do organismo contra a rejeição.
Durante a fase de testes da pesquisa alguns pacientes deixaram de tomar os coquetéis contra a rejeição por até 8 meses. Alguns tiveram as doses diminuídas a uma única diária. Esse tipo de avanço colabora para a manutenção de uma vida normal sem muita preocupação com horários de remédios, rejeição tardia ou efeitos colaterais dos coquetéis.
Futuro
Muitos podem dizer que é estranho falar em "sangue fabricado" ou células modificadas quimicamente. A medicina avança rapidamente e parece que no futuro poderemos nos recriar e clonar a todos.
Entretanto, esta é uma visão mais próxima dos filmes de ficção científica do que da realidade em que vivemos. Ainda há muita discussão ética até que possamos usufruir tudo o que os avanços científicos podem nos dar, por isso, por hora o que podemos é torcer para que estas descobertas possam ser utilizadas o mais rápido possível.
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