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A nanociência é a parte da ciência que se dedica à aplicação de nanotecnologia aos tratamentos médicos. A nanotecnologia, por sua vez, se dedica à construção de nanomáquinas utilizando como matéria-prima os átomos. As pesquisas nessa área têm como principal objetivo o controle preciso e individual desses átomos, que são unidades básicas de qualquer composto.
Esse modelo de tecnologia tem sido alvo de intenso interesse da medicina pelo seu potencial de uso em tratamentos médicos, principalmente relacionados ao câncer. As estruturas criadas são minúsculas: para se ter uma ideia, um nanômetro é um bilhão de vezes menor que um metro, por isso a tecnologia em miniatura seria promissora em tratamentos oncológicos.
A nanoterapia contra o câncer
Uma das maiores barreiras na cura do câncer é a agressividade do tratamento quimioterápico. Nessa terapia, os medicamentos destroem as células doentes, mas também as sadias, o que deixa o paciente muito debilitado. Segundo os especialistas, a diferença no tratamento com nanopartículas é que elas atuariam como condutoras de drogas que seriam depositadas diretamente nas células cancerosas sem prejuízo para as células vizinhas e saudáveis.
Além do tratamento, as nanopartículas podem ser empregadas no diagnóstico onde elas poderiam identificar o tipo e a gravidade do câncer em tempo recorde. Terapias com células-tronco e anticorpos localizadores também auxiliam na identificação e tratamento de tumores. Nesse caso, as nanopartículas são acopladas às células e injetadas na corrente sanguínea do paciente.
As pesquisas ao redor do mundo
Um dos estudos mais recentes está sendo conduzido na Universidade de Washington (EUA) onde cientistas isolaram, do veneno da abelha, uma toxina chamada melitina. A substância mostrou ter grande poder de destruição de células doentes. Acoplada a nanopartículas e injetada em cobaias (ratos com tumores na mama e na pele) a substância foi capaz de regredir e estagnar os tumores.
Nessa mesma linha, pesquisadores da Universidade da Califórnia desenvolveram um tipo de nanomáquina capaz de armazenar drogas dentro de minúsculos poros e liberá-las em células doentes. Enquanto médicos da Universidade de Toronto, no Canadá, usaram nanomateriais para desenvolver um mecanismo sensível o suficiente para detectar rapidamente o tipo e a gravidade do câncer.
E, por último, cientistas britânicos desenvolveram formas de acoplar, a anticorpos e células-tronco, minúsculos magnetos capazes de aquecer e destruir células cancerígenas. O tratamento consiste no aumento de 5 à 6 graus na temperatura natural do corpo através do aparelho chamado de hipertermia magnética por corrente alternada (MACH). Segundo os autores da pesquisa, o equipamento funciona como um microondas e aquece somente as células atingidas pelos magnetos. A previsão é que os testes em humanos comecem em três anos.
Pode parecer ficção científica, mas a tendência é que as pesquisas avancem cada vez mais e que a medicina se apóie em diagnósticos feitos por meio de nanotecnologia onde, uma gota de sangue ou algumas células serão suficientes para detectar doenças e determinar tratamentos. Os aparelhos de medição de glicose para diabéticos são um perfeito exemplo da qualidade de vida proporcionada pela tecnologia aplicada a tratamentos médicos.
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