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A versão atual do horário de verão, que contou com 126 dias de duração, sete a mais do que a anterior, está chegando ao fim, Agora, voltando os ponteiros à hora correta, certamente pessoas com mais idade, metabolismo lento e mais suscetível às mudanças do relógio biológico sentirão a mudança nos primeiros dias.
Os primeiros sintomas são sonolência e cansaço pela manhã e ao início da noite, mas mal-estar e dificuldades para dormir no horário habitual, também aparecem entre as queixas.
Basicamente, isso ocorre porque apesar dos 60 minutos não representarem tanto em comparação com as 24 horas do dia, é nestes dois períodos que acordamos ou saímos do trabalho, duas atividades que juntas consomem mais de 2/3 do nosso dia.
Adorada por uns e rejeitada por outros, a alteração em uma hora nos relógios já faz parte do calendário anual dos brasileiros desde 1931, quando foi adotada pela primeira vez e utilizada até 1967. Na ocasião, o novo horário não foi bem aceito e, apenas em 1985, quando as hidrelétricas começaram a apresentar problemas em suas reservas, a mudança nas horas foi novamente adotada, passando a vigorar todos os anos.
Primeira Guerra Mundial motivou a adoção
Criado nos EUA, pelo cientista Benjamin Franklin, em 1784, o horário de verão era uma forma de tentar economizar velas, já que, na época, ainda não existia luz elétrica e os gastos com a então “fonte de luz” eram enormes. Franklin notou que, durante alguns meses, o Sol nascia antes que as pessoas acordassem. Sendo assim, ele pensou que, se todo mundo adiantasse o relógio em uma hora, poderia economizar velas.
Na época, sua ideia não foi adiante e somente em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, a Alemanha resolveu adotar o método. Neste período, a principal fonte de energia era o carvão e, por isso, a necessidade de economizar energia, por conta da guerra, era muito grande. Atualmente, 70 países seguem o exemplo e utilizam o horário de verão para poupar energia.
No Brasil, Norte e Nordeste não adotam a medida. Por quê?
Aqui no Brasil, ficou decretado que o horário de verão vigoraria apenas nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. Mas por que o Norte e Nordeste estão fora da medida?
Simples: estas regiões estão próximas à Linha do Equador. Sendo assim, os dias e as noites ali têm praticamente a mesma duração em todas as épocas do ano. O Sol, no Norte e no Nordeste, aparece às 6h e se põe às 18h. Por isso, não adiantaria alterar o relógio, pois, às 19h, já estaria escuro.
Acordar mais cedo?
Quem normalmente acorda às 6h, durante o horário de verão na verdade se levanta às 5h, com o dia ainda escuro e com temperatura mais baixa. Pesquisas afirmam que, para quem gosta de dormir e acordar cedo, o atraso em uma hora no relógio tende a ser mais facilmente compreendido pelo organismo, embora todos sintam a mudança por pelo menos 3 ou 4 dias. No Canadá, certa vez, um estudo apontou que no dia seguinte à mudança (começo) houve um aumento de 7% nos acidentes de trânsito, talvez resultante da sonolência ou da desatenção provocada pelo sono.
Os reais benefícios
Apesar das reclamações, o horário de verão traz muitos benefícios para a população brasileira. Segundo pesquisas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com a adoção do horário diferenciado, a redução no consumo de energia pode chegar a 5% no período entre 18h e 21h - o mais crítico e sobrecarregado do dia. Isso diminui o trabalho das hidrelétricas e reduz o risco de apagões.
Apesar dos benefícios comprovados, é preciso moderação no uso da energia nos meses mais quentes do ano, quando dispara a utilização de aparelhos de ar condicionado, por exemplo. De nada adiantaria não ligar a luz elétrica, mas manter estes aparelhos constantemente ligados, certo? O prejuízo é certo, não só para o bolso como também para a natureza.
Para o futuro, entretanto, é preciso pensar em novas formas de geração de energia, já que, se levarmos em conta o aumento constante no número de aparelhos eletrônicos e o crescimento desordenado das ligações clandestinas, o consumo inevitavelmente estará maior a cada ano.
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