Educa


Busca com a palavra exata
Área de login
 
Esqueceu sua senha?
Assine Agora!
Professor web
Escolha a matéria e faça a sua pergunta:
Escolha uma Profissão
Informe-se
Prepare-se
Aula Online
Banco de Imagens
Cálculos
Cantando História
Cartazes Temáticos
Educação Infantil
Especiais
Estudo Interativo
Ferramentas
Filosofando
Hora do Recreio
Jogos Educacionais
Laboratório Virtual
Literatura
Mapa de Conteúdos
Ortografia
Pesquisa Escolar
Sociologia
Tirando de Letra
Aprenda Sozinho
Colunistas
Conhecendo seus Filhos
Acontece
Convivendo com a Diferença
Desvendamos Mistérios
Dia-a-Dia
Finanças Pessoais
Leitura Dinâmica
Meninos e Meninas
Nunca é Tarde para Aprender
Pais, Filhos e Netos
Papo Sério
Que Dia é Hoje
Saúde e Bem Estar
Fale conosco
Assine Agora!

 HOME Educa » FAMÍLIA » ACONTECE 
   NOTÏCIA POSTADA DIA 19-08-2009VOLTAR  
HONDURAS Honduras
Outras notícias do
mês de janeiro
Verão
O conflito árabe-israelense
2009 será um dos anos mais quentes da história
Crise do gás na Europa
Nômades Azuis
População vai ficar menor e mais velha
Expedição
"Biogeoengenharia" contra o aquecimento global
Fórum Econômico Mundial
Crise econômica atinge a política do Leste europeu
"Cata Bagulho"
Honduras
Consumo de Informação
Os 15 anos do Plano Real
Apollo XI - 40 anos!
Energias Limpas
Polêmica do lixo
Invasão de águas-vivas prejudica a pesca no Japão
H1N1
O Brasil de olho nos céus

Presidente é deposto em golpe militar.

A semana mal começava na manhã do último domingo, dia 28, quando o presidente José Manuel Zelaya, de Honduras, foi derrubado do poder, no Palácio Presidencial em Tegucigalpa. Ainda de pijamas, foi expulso do país para a Costa Rica. Um golpe organizado pela Justiça e pelo Congresso, e realizado por militares, depôs Zelaya e colocou como presidente interino o líder do Parlamento Roberto Micheletti, que pertence ao mesmo partido do ex-presidente, o Partido Liberal (PL). O golpe aconteceu horas antes de uma consulta pública sobre alterações na Constituição.

Segundo parlamentares hondurenhos, a deposição foi aprovada por conta das repetidas violações da Constituição e da lei que teriam sido feitas pelo presidente. Sob o ponto de vista dos críticos do governo, com a consulta Zelaya pretendia instaurar a reeleição presidencial no país. As próximas eleições gerais serão em novembro.

Nesta segunda, em discurso na Nicarágua, onde está exilado, ele prometeu voltar ao seu país e ao posto de presidente dentro dos próximos dias.

Manifestantes que apóiam Zelaya têm organizado protestos no país. A situação tem reprimido as manifestações.

Conflitos Internos

A crise política em Honduras começou a se desenhar em março, quando o presidente demonstrou a intenção de realizar um plebiscito relativo a alterações na Constituição, que teriam a intenção de viabilizar sua reeleição. Zelaya governava com minoria no Congresso, e com a proposta do plebiscito perdeu aliados dentro do próprio partido.

O presidente também tinha uma relação complicada com os meios de comunicação do país. Há dois anos obrigou por decreto rádios e televisões a exibirem duas horas de propaganda do governo, por considerar que a cobertura dos veículos era parcial.

José Manuel Zelaya elegeu-se em 2005 com a bandeira de combate à corrupção e à violência. Ele faz parte do Partido Liberal, de centro-direita, tradicional em Honduras e que costuma alternar o poder com o Partido Nacional, desde 1981, quando ocorreu a redemocratização do país.

Posição brasileira

O presidente Lula condenou o que chamou de "golpe de Estado" e afirmou que o Brasil não reconhecerá o novo governo hondurenho. No seu programa semanal de rádio, Lula disse que a única saída é a democracia.

"Não podemos aceitar ou reconhecer qualquer novo governo que não seja o do presidente Zelaya, porque ele foi eleito diretamente pelo voto, cumprindo as regras da democracia. E nós não podemos aceitar mais, na América Latina, alguém querer resolver o seu problema de poder pela via do golpe", afirmou. Para Lula, caso Honduras não reveja sua posição, ficará totalmente isolada em meio aos países democráticos.

O presidente brasileiro afirma já ter tido contato com presidentes de outros países, como El Salvador, Paraguai e Chile, que também criticaram o golpe. De acordo com Lula, a retomada da presidência por Zelaya é a única condição para que a relação entre o Brasil e Honduras seja retomada.

O Ministério das Relações Exteriores divulgou nota dizendo que o governo brasileiro reprova “veementemente” os acontecimentos em Honduras. A nota ainda pondera que “Ações militares desse tipo configuram atentado à democracia e não condizem com o desenvolvimento político da região. Eventuais questões de ordem constitucional devem ser resolvidas de forma pacífica, pelo diálogo e no marco da institucionalidade democrática”.

Repercussão internacional

Vários países e instituições se posicionaram contra o golpe hondurenho. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu que Zelaya seja restabelecido no cargo e que os direitos humanos sejam respeitados no país.

A Comissão Europeia - órgão da União Européia - pediu que haja diálogo entre os envolvidos.

Barack Obama expressou neste domingo, por meio de comunicado, sua preocupação pelo golpe militar e pediu "respeito às normas democráticas" e a resolução das disputas através de um diálogo sem interferência externa. Fontes norte-americanas afirmam que o Exército hondurenho, que tradicionalmente manteve laços estreitos com os EUA, cortou o contato com a diplomacia do país após o golpe.

Os Estados Unidos possuem uma base militar no país, próximo a Tegucigalpa, onde é treinado o Exército hondurenho. Além disso, o exército norte-americano presta assistência em operações contra o narcotráfico, de procura e resgate, e ajuda em desastres naturais na América Central.

O presidente venezuelano Hugo Chávez, que tinha laços com o presidente deposto, condenou - em uma entrevista concedida à Telesur - o que chamou de "golpe de Estado troglodita" contra Zelaya. Chávez ainda declarou que "o império [os EUA] tem muito a ver" com o que acontece em Honduras. O presidente venezuelano pediu que os militares hondurenhos não deem margem a um genocídio por seguir ordens "da burguesia, dos ricos". O povo "está saindo às ruas em defesa da democracia, mas está desarmado".

A OEA (Organização dos Estados Americanos) realiza uma sessão urgente para avaliar uma resolução de condenação e deverá convocar uma reunião extraordinária da Assembleia Geral para tratar o assunto nesta semana.

Honduras

O país, localizado na América Central, é independente da Espanha desde 1821. Após mais de duas décadas de regime militar, passou por uma redemocratização em 1981. É considerado o segundo país mais pobre da região, com sua economia baseada principalmente na agricultura e exportação de café e banana. Possui cerca de 7,5 milhões de habitantes.

 

compartilhe em: Twitter Facebook Windows Live del.icio.us Digg StumbleUpon Google  recomende!