China e EUa criam centro integrado de pesquisas.
Nessa última semana, China e EUA, os dois países que mais emitem carbono (CO2) no mundo, anunciaram um acordo que prevê a criação de um centro integrado de pesquisas para o desenvolvimento de energias limpas.
Em 2007 a China ultrapassou os EUA em emissões de gases tóxicos. Estima-se que a emissão anual chinesa chegue próximo das 6,2 bilhões de toneladas, enquanto que os EUA lançam mais 5,8 bilhões de toneladas de CO2 na atmosfera anualmente.
As estatísticas apontam que, se não forem adotadas políticas novas e pactos obrigatórios para reduzir a poluição que aquece o planeta, as emissões aumentarão 39% até 2030. Esse número se deve principalmente a países desenvolvidos como os Eua e a Rússia e a países em desenvolvimento como China e Índia.
Protocolo de Kyoto
Este acordo, assinado em 1997, foi o primeiro passo dado em direção à diminuição das emissões diárias de CO2. Assinado na cidade Japonesa de Kyoto, o Protocolo teve a adesão de 84 países que se comprometeram a reduzir entre os anos de 2008 e 2012 cerca de 5% da produção de gás carbônico.
Entretanto, os EUA, sob o governo Bush, se recusou a aderir ao protocolo gerando grande repercussão e mal estar internacional. Este quadro mudou somente após a eleição de Barack Obama. Agora, os EUA pretendem reduzir as emissões dos gases causadores do efeito estufa em 50% até 2050.
Preocupações ambientais e econômicas
O foco do centro integrado de pesquisas é o desenvolvimento de novas fontes de energia limpa para a construção de carros e imóveis. O investimento inicial é de US$ 15 milhões para as sedes que serão construídas nos dois países.
Os dois países se uniram para diminuir a dependência do petróleo importado. Além disso, o governo de Obama vê na pesquisa de novos combustíveis uma alternativa para o fim da crise financeira pela qual passa os EUA.
Há, porém uma certa cobrança americana em relação à China. Os EUA defendem que os chineses evitem adotar barreiras comerciais contra projetos de energia limpa para impulsionar investidores dos dois países a criarem alternativas energéticas.
Afinal, o que são energias limpas?
Com a união dos dois países em torno da pesquisa de novas energias e da diminuição da emissão de CO2 na atmosfera, evita-se que a China sozinha emita, nos próximos 30 anos, quantidade de carbono igual à lançada na atmosfera pelos EUA em toda sua história. Mas, como são produzidas essas ?energias limpas?, você sabe?
As pesquisas feitas por China e EUA englobam energia solar, eólica e biocombustíveis. Essas são consideradas energias limpas, pois não têm origem do petróleo que, ao ser queimado produz o CO2.
O Brasil é referência na produção de biocombustíveis e no uso de energia proveniente de hidrelétricas que também não poluem o ambiente. Em nosso país, a geografia ajuda no aproveitamento do potencial hidrelétrico, porém outros países precisam se adaptar a outras fontes. Holanda, Alemanha e Dinamarca, por exemplo, são pioneiros na produção de energia eólica. Já Portugal, é referência na produção de energia solar com a Central Solar Fotovoltaica de Serpa (CSFS), a maior unidade do gênero do mundo que abastece cerca de 8 mil residências na região de Serpa.
Saiba mais sobre energias alternativas em nosso Estudo Interativo Energias Alternativas.
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