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   NOTÏCIA POSTADA DIA 09-02-2010VOLTAR  
COSTA RICA
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A candidata à presidência da Costa Rica pelo Partido Libertação Nacional (PL), Laura Chinchilla, venceu as eleições no último domingo e será a primeira mulher a comandar o país e a quinta com cargo de presidência na América Latina. A revelação veio logo após o fim da votação - ainda em primeiro turno - quando Laura recebeu a confirmação de que era vitoriosa com cerca de 46,7% dos votos.

Com 95% das urnas apuradas, a dirigente disparava à frente de Otón Sólis, do Partido Ação Cidadã, que obteve 25,1% dos votos e de Otto Guevara, do Movimento Libertário, que somava 20,8%. Diferente de outros países, a lei eleitoral da Costa Rica prevê que um candidato pode ser considerado vencedor na primeira rodada quando a quantidade de seus votos estiver acima de 40%.

Promessa de governista é diminuir insegurança

Declarada a vitória, a recém eleita afirmou em entrevista que uma das primeiras medidas a ser tomada em seu mandato será o “ataque à insegurança dos cidadãos” e completou que dará maior prioridade à questões como violência, criminalidade e o narcotráfico que, segundo pesquisa, se tornaram as grandes preocupações dos costa-riquenhos.

A violência local é vista como causa emergencial por Laura Chinchilla pelo aumento significativo do número de homicídios no país: entre os anos de 1992 e 2009 a quantidade de assassinatos subiu de 4,4 para 11,1 por cada cem mil habitantes.

Todos os candidatos tomaram as questões que abrangem a violência como chave principal de suas campanhas. Isso porque em 1948, a Costa Risca desfez seu exército e tornou-se, mas precisamente na última década, um ponto de passagem do narcotráfico aumentando a criminalidade e a violência.

Meio ambiente também é prioridade

Além de priorizar essa questão, Laura afirmou também que outra meta de seu governo é a busca do desenvolvimento econômico e social do país e a melhoria no sistema de saúde e meio ambiente. De acordo com informações, a nova presidente deseja transformar a Costa Rica, até 2021, "numa nação que compensa a totalidade das suas emissões de carbono".

Já no âmbito econômico, a meta é "transformar o país no mais desenvolvido da América Latina" segundo Laura. Atualmente, a Costa Rica é considerada um caso de sucesso da América Central em função de sua economia, que se baseia no turismo, na exportação de café, ananases e bananas e na montagem de microchips.

Uma mulher de “política” no cargo

Laura Chinchilla está bem inserida na política: aos 50 anos, já foi ministra da Segurança Pública entre os anos de 1994 e 1996, e deputada pelo PNL entre 2002 e 2006. Assumiu a vice-presidência do governo, no segundo mandato de Óscar Arias, que foi considerado o grande mediador das guerras civis da América Central. Por esse motivo, o então presidente ganhou o Nobel da Paz em 1987 e, depois de ter sido presidente entre 1986 a 1990, em 2006 foi impedido pela Constituição de voltar a se candidatar.

No cargo de vice-presidente, Laura permaneceu até outubro de 2009, quando anunciou a sua candidatura à presidência. Mestre em Políticas Públicas e licenciada em Ciências Políticas, a atual presidente da Costa Rica declara-se conservadora social e contra o casamento gay e o aborto.

Outras mulheres na política

Essa não é a primeira vez que ouvimos falar de mulheres em cargos presidenciais. Mireya Moscoso governou o Panamá de 1999 a 2004 e Violeta Chamorro governou a Nicarágua de 1990 a 1997. Em 2005, Michelle Bachelet venceu as eleições no Chile e passou a ser a primeira mulher a ocupar tal cargo no país.

Em 2007 a vez foi da primeira-dama Cristina Kirchner, eleita presidente da Argentina com larga vantagem sobre seus adversários. Também em 2007, Pratibha Patil, tornou-se a primeira mulher a atingir o cargo de Presidente em toda a história da Índia. Patil venceu as eleições com 2.931 votos, frente aos 1.449 de Shekhawat, candidato da oposição.

Atualmente temos acompanhado toda a corrida em torno da campanha de Dilma Rousseff, Ministra-Chefe da Casa Civil à Presidência do Brasil. Dilma é formada em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e se tornou uma forte candidata a ocupar o cargo do atual presidente Luís Inácio Lula da Silva. Será que teremos mais uma mulher no poder?

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