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Pela décima vez o Brasil conseguiu uma posição política que vai entrar para sua história: foi eleito para uma das dez cadeiras provisórias do Conselho de Segurança das Nações Unidas na última quinta-feira. A decisão foi tomada pela Assembleia Geral da ONU.
Com 182 votos dos 190 países-membros que participaram da votação, a candidatura ao cargo não teve nenhuma concorrência. Sete países não tomaram partido na decisão e apenas um votou na Venezuela - que não estava participando como candidata - os demais deram voto positivo ao Brasil, que agora já visa à participação permanente no Conselho.
Cargo vale por dois anos
Nigéria, Líbano, Gabão e Bósnia também foram selecionados e irão, juntamente com o Brasil, substituir Vietnã, Líbia, Costa Rica, Croácia e Burkina Faso como membros sem poder ao veto. A indicação ao cargo valerá para os anos de 2010 e 2011, quando novos países serão selecionados.
Nesse Período, Áustria, Japão, México, Turquia e Uganda, que cumprem mandato até o fim de 2010, também vão compor o grupo.
Conselho de Segurança
O Conselho é um órgão das Nações Unidas que tem responsabilidades com a segurança mundial e o poder de autorizar intervenções militares ou de paz em casos de conflito e crises políticas no mundo.
É composto por 15 membros, sendo 5 permanentes: Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China. Cada um desses países tem direito de veto, os outros dez membros são rotativos, com mandatos de 2 anos. As resoluções no Conselho só são aprovadas com uma maioria de 9 votos dos quinze membros, contando com os cinco membros permanentes.
Como membro, Brasil quer promover a paz
Segundo declaração do Itamaraty, entre as prioridades do Brasil em sua atuação no conselho, estão os esforços em favor do desarmamento, a promoção do respeito ao Direito Internacional Humanitário e a evolução das operações de manutenção da paz.
Além disso, o Brasil pretende buscar a estabilidade no Haiti, melhorar a situação em Guiné-Bissau e instaurar a paz no Oriente Médio, bem como promover um enfoque que organize defesas de segurança com a promoção do desenvolvimento socioeconômico.
Dez vezes no Conselho
Segundo o Ministério de Relações Exteriores, essa é a 10ª vez que vamos ocupar uma cadeira rotativa do Conselho de Segurança. O Brasil é o único país da América Latina a se candidatar ao posto destinado à região.
Especialistas afirmam que essa nova vitória significa uma oportunidade para a conquista (futura) de uma cadeira permanente no Conselho, já que o Brasil tem se mostrado muito presente nas operações de paz das Nações Unidas e nos esforços de construção da paz na ONU.
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