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Um cirurgião francês revelou essa semana ter desenvolvido um novo modelo de coração artificial capaz de reproduzir as funções do coração humano de forma similar ao natural. O invento parece ser tão revolucionário que uma fábrica, próxima aos arredores da França, já está desenvolvendo modelos para serem comercializados.
Segundo informações, pacientes devem receber, em 2011, a primeira leva do equipamento. Criado por Alain Carpentier, renomado cirurgião cardíaco, o aparelho foi desenvolvido com um tipo de pele sintética para prevenir a rejeição do tecido, já que em várias cirurgias clínicas é comum o organismo recusar o novo “órgão”. Quando isso acontece, o paciente sofre com vários distúrbios, entre eles a mudança no ritmo cardíaco, falta de ar, dor e sensibilidade.
Vale lembrar que o sucesso de qualquer transplantação ou cirurgia de métodos artificiais está na capacidade de controlar a resposta do corpo com relação ao novo órgão, permitindo a adaptação.
Sensor visa revolucionar técnica
Desde seu invento, esse tipo de cirurgia garante ao paciente uma “vida” mais tranquila na longa fila de espera por um novo coração humano. Geralmente a vida útil desse tipo de aparelho é de cinco anos e o tempo previsto para o transplante definitivo é menor.
Porém, é muito difícil para quem está com o coração naturalmente fraco e debilitado sobreviver até a cirurgia. Pensando nisso, Carpentier tentou inovar ainda mais na criação do novo coração. Além da pele sintética, um sensor capaz de regular os batimentos e o fluxo sanguíneo de acordo com as necessidades do paciente, também foi incluído no aparelho.
Criado por engenheiros da EADS - uma das grandes empresas francesas do ramo aeroespacial que utilizam sensores eletrônicos na orientação de mísseis – o método pretende revolucionar o mercado de implantes de coração artificial.
Animais foram os primeiros a utilizar
Testado primeiro em animais, o coração foi considerado um sucesso e agora, já é um dos grandes cotados para o experimento em grupos de pessoas que correm risco de vida e que não possuem outras opções de tratamento.
Segundo Marcello Corvitti, diretor da empresa Carmat - empresa responsável pela fabricação dos corações - cerca de 100 mil pacientes no Ocidente estão na lista de espera por um transplante de coração, contudo, apenas 5 mil terão a oportunidade de recebê-lo.
O objetivo da companhia é desenvolver corações artificiais para essa parte da população que não será contemplada com um órgão humano.
Brasil é pioneiro em desenvolver corações artificiais
Uma observação importante: Você sabia que há mais de uma década, o Brasil dispõe de técnicas para fabricação de corações artificiais? Pois é, pioneiro na área, o país desenvolveu em 1993, através do Centro de Tecnologia Biomédica do Instituto do Coração (InCor HC-FMUSP), o primeiro aparelho artificial - para substituir o coração – da América Latina.
O feito nos inseriu no páreo onde já estavam Japão, EUA e Alemanha, países que, na época, eram os únicos a deter este tipo de tecnologia.
Assim como nos demais, o projeto inicial da criação visava à substituição integral do coração natural. Atualmente, esses equipamentos buscam a sobrevida do paciente e até mesmo uma recuperação de quem apresenta insuficiência cardíaca terminal, levando-o ao transplante que permitirá o recebimento do órgão definitivo.
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