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   NOTÏCIA POSTADA DIA 13-11-2009VOLTAR  
CÂNCER
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Cientistas do Instituto de Câncer Dana-Farber, dos Estados Unidos, publicaram na revista Nature uma descoberta animadora para o tratamento do câncer. Identificada há algum tempo, a proteína Notch funciona como estimuladora da doença quando produzida em grande quantidade. Assim, os pesquisadores procuravam uma forma de inibir a produção dessa proteína e chegaram à conclusão de que as drogas atuais não seriam capazes de combatê-la. Agora, porém foi descoberta uma forma de desarmar a proteína que seria a causadora da leucemia e de outros tipos de câncer, entre eles o de pulmão, o tipo que mais mata no Brasil.

Como age a proteína

As proteínas são moléculas essenciais para o funcionamento regular do nosso organismo. Elas regulam, por exemplo, a contração muscular, a produção de anticorpos, a expansão e contração dos vasos sangüíneos para manter a pressão normal, entre outras inúmeras funções. Todos os seres humanos possuem a proteína Notch e isso não implica necessariamente em risco de câncer.

A descoberta dos cientistas tem a ver com uma disfunção na produção dessa proteína. A Noch tem como função estimular ou inibir o desenvolvimento das células e pode interferir no crescimento de tumores. Em pacientes que apresentam linfoblastoma (um tipo de leucemia), câncer de pulmão, ovário, pâncreas ou tumores gastrointestinais, é comum que o gene produtor da proteína esteja danificado ou tenha sofrido alguma mutação. A consequência é que o gene é estimulado o tempo todo, levando ao crescimento incontrolável das células, uma caracaterística do câncer.

O tratamento

Ao examinar mais de perto a estrutura da proteína, os pesquisadores conseguiram isolar uma parte mais fraca de sua composição. Foi empregada então uma técnica que molda quimicamente pequenos pedaços da proteína, chamados de peptídeos, numa forma tridimensional específica.

Essas partes modificadas puderam ser absorvidas pelas células e foram capazes de alterar o gene em locais específicos. Depois de desenhar e testar vários peptídeos modificados, os pesquisadores identificaram um capaz de desarmar a função da Notch. A descoberta, testada em ratos, foi capaz de limitar o crescimento das células cancerígenas.

A importância da descoberta

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer é caracterizado pelo crescimento e desordenado e maligno de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (no processo conhecido como metástase) para outras regiões do corpo. Por isso, uma forma de inibir o crescimento dessas células é também uma forma de inibir o crescimento de tumores.  Ainda não foi divulgada a data de início dos testes em seres humanos.

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