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Pela primeira vez na história, o Brasil deixa de ser considerado investimento de risco e atinge o patamar de grau de investimento seguro, de acordo com a agência de classificação de risco Standard & Poor's. Com essa medida, o banco mundial (Bird) concedeu ao País um crédito de US$7 bilhões para investimentos em políticas locais até 2011.
A maior parte da quantia será destinada a programas de infra-estrutura. Além dos futuros US$ 7 bilhões, o Banco já liberou US$ 1,6 bilhões, desses, quase 1 bi irão para Minas Gerais, devido aos resultados positivos que tem apresentado, com projetos de crescimento econômico e redução da pobreza. Esse é o maior valor já liberado para o Brasil em um único dia.
O Banco também dará um "selo de aprovação" para favorecer experiências inovadoras, como os programas do etanol e Bolsa-Família, o combate à AIDS e os sistemas comunitários de redução da pobreza.
O cronograma foi elaborado junto ao governo brasileiro. A intenção é que o País possa desenvolver as políticas já existentes. Até o momento era necessário provar que o dinheiro estava sendo empregado nos setores corretos; agora, o Bird vai acompanhar os resultados das políticas que investe. Há, portanto, maior liberdade para valorizar os interesses brasileiros.
Investimentos na Amazônia
No entanto, uma das medidas que acompanham o investimento está sendo vista com pessimismo por alguns cientistas políticos: após duas décadas, o Banco Mundial resolveu voltar à Amazônia. A primeira tentativa foi marcada por erros, reconhecidos posteriormente por ele e que influenciaram no desmatamento.
A idéia atual não é diferente da anterior, levar progresso à região, melhorando infra-estrutura, transportes e energia. Segundo o Banco, desta vez tudo será feito com maior cautela, dentro das leis ambientais. Para os ambientalistas a intenção pode ser boa, mas difícil de ser realizada, como já foi visto.
Mais empregos
A classificação dada pela Standard & Poor's também trará mais investimentos de longo prazo do setor privado. Ou seja, investidores seguros se interessarão por aplicar dinheiro em infra-estrutura, na construção civil, por exemplo, o que geraria mais empregos.
Esses benefícios não serão sentidos com rapidez. Para isso, é necessário que o País reduza a corrupção, a malha tributária e que o investidor passe a conhecer a legislação local. Afinal o Brasil atingiu apenas o primeiro estágio do grau de investimento (BBB-).
Moody's e Fitch
Economistas especulam que a Moody's e a Fitch, as outras duas grandes agências de classificação de risco, sigam a S&P e elevem a nota brasileira, como já vem acontecendo. A Moody's classifica o País em Ba1e a Fitch em BB+. Ambos os casos, a um passo do grau de investimento.
A ascensão brasileira foi bastante comemorada. O presidente Lula disse que o Brasil "foi declarado um país sério". A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o mês de abril com recorde histórico, em alta de 6,33%.
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