Educa


Busca com a palavra exata
Área de login
 
Esqueceu sua senha?
Assine Agora!
Professor web
Escolha a matéria e faça a sua pergunta:
 
10 Coisas ...
Aula Online
Banco de Imagens
Cálculos
Cantando História
Cartazes Temáticos
Educação Infantil
Especiais
Estudo Interativo
Ferramentas
Filosofando
Hora do Recreio
Jogos Educacionais
Laboratório Virtual
Literatura
Mapa de Conteúdos
Ortografia
Pesquisa Escolar
Sociologia
Tirando de Letra
Aprenda Sozinho
Colunistas
Conhecendo seus Filhos
Acontece
Convivendo com a Diferença
Desvendamos Mistérios
Dia-a-Dia
Finanças Pessoais
Leitura Dinâmica
Meninos e Meninas
Nunca é Tarde para Aprender
Pais, Filhos e Netos
Papo Sério
Que Dia é Hoje
Saúde e Bem Estar
Fale conosco
Assine Agora! Twitter

 HOME Educa » FAMÍLIA » ACONTECE 
   NOTÍCIA POSTADA DIA 30-07-2010VOLTAR  
compartilhe em: Twitter Facebook Windows Live del.icio.us Digg StumbleUpon Google  recomende!
BIOINVASÃO
Saiba mais
Biodiversidade
Cadeia Alimentar
Outras notícias do
mês de Julho
'Código Platão'
Línguas Extintas
Lixo
Haiti
Política Externa
Avanço contra a Malária
Cerrado
Saúde Mental
Bioinvasão
Espécies “estrangeiras” invadem os mares brasileiros.

Desde a descoberta do Brasil que espécies “estrangeiras” de vegetais e animais são incluídas no meio ambiente. A cana-de-açúcar, muito importante para a economia do país, por exemplo, é de origem asiática e foi trazida pelos colonizadores. Porém, com a globalização e aumento do comércio entre países este processo se intensificou e já causa preocupação e prejuízos ambientais e econômicos.

Por definição, a bioinvasão é o deslocamento de organismos vivos de uma região para outra, inadvertida ou intencionalmente. Recentemente a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) discutiu, em seu encontro anual, a introdução de espécies estrangeiras nos mares brasileiros. Isto porque alguns seres marinhos trazidos para cá nos porões dos navios ameaçam a biodiversidade nativa e causam danos a equipamentos resultando em importantes perdas econômicas.

O principal problema dessa invasão é que as algas, crustáceos, moluscos e outros seres muitas vezes não encontram predadores naturais fora de seu habitat, o que provoca uma reprodução indiscriminada que desequilibra a cadeia alimentar e ameaça as espécies nativas. No encontro da SBPC, os cientistas afirmaram que ainda não encontraram uma solução para o controle desses animais, pois uma vez inseridos e adaptados ao ambiente, eles se alastram com facilidade.

Água de lastro

Uma das principais responsáveis pela bioinvasão é a água de lastro. Captada de mares e rios, ela serve para dar equilíbrio às embarcações quando viajam sem carga. Ao chegar no porto de destino, esta água é liberada e, junto com ela, milhões de seres vivos fazem uma migração involuntária.  Devido à sua extensa faixa litorânea e ao tráfego de embarcações mercantes internacionais, estima-se que cerca de 40 milhões de toneladas de água de lastro sejam lançadas no Brasil todos os anos.

A marinha brasileira exige que a água de lastro seja trocada em mar aberto antes que os navios cheguem aos portos. A medida, entretanto, não garante que todos os microorganismos sejam liberados, pois muitos podem ficar presos nos porões mesmo após a troca. A implantação de uma Convenção Internacional para Controle e Gestão da Água de Lastro e Sedimentos de Navios é a esperança dos biólogos para controlar as superpopulações de organismos estrangeiros. Porém, para entrar em vigor, ela precisa da assinatura de 30 países e, até o momento 26 países são signatários da convenção, entre eles o Brasil.

Segundo o pesquisador Flávio da Costa Fernando, do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira, a convenção prevê uma densidade máxima de organismos na água de lastro e sistemas de tratamento estão sendo desenvolvidos.

O mexilhão dourado

Um dos piores exemplos de bioinvasão no Brasil é o do mexilhão dourado (Limnoperna fortunei) molusco originário da China e introduzido no Brasil em 1998 por navios mercantes. O animal tornou-se uma praga nas bacias do Paraná, Paraguai, Uruguai e Bacia Jacuí/Patos e passou a ocupar o lugar de espécies nativas. Sem predadores naturais, todo o ecossistema começa a ser alterado com a presença do invasor. Nas usinas hidrelétricas, o molusco também prejudica a operação de equipamentos submersos e obstrui tubulações, chegando a interromper as operações.

Os prejuízos causados pelo mexilhão dourado motivaram uma campanha realizada pela Usina Hidrelétrica de Furnas onde o acúmulo de mexilhões afunda equipamentos flutuantes, prejudica a operação de equipamentos submersos e obstrui tubulações. Todos esse problemas são capazes de interromper a geração de energia, principalmente quando colônias de animais se fixam no sistema de resfriamento das turbinas.

Outros invasores

O Siri-bidu (Charybdis hellerii) é outro exemplo de bioinvasão. O crustáceo, que veio dos oceanos Índico e Pacífico, se espalhou pelo litoral do Maranhão e compete com os siris nativos, que servem de alimento e de renda para pescadores locais. Outra espécie animal, o Coral-sol (Gênero Tubastraea) é outro exemplo originário dos oceanos Índico e Pacífico e que se instalou no litoral de São Paulo e Rio de Janeiro, sendo considerado uma praga em Angra dos Reis. Apesar de ser muito bonito, ameaça o coral-cérebro, uma espécie nativa.