Educa


Busca com a palavra exata
Área de login
 
Esqueceu sua senha?
Assine Agora!
Professor web
Escolha a matéria e faça a sua pergunta:
 
Aula Online
Banco de Imagens
Cálculos
Cantando História
Cartazes Temáticos
Educação Infantil
Especiais
Estudo Interativo
Ferramentas
Filosofando
Hora do Recreio
Jogos Educacionais
Laboratório Virtual
Literatura
Mapa de Conteúdos
Ortografia
Pesquisa Escolar
Sociologia
Tirando de Letra
Aprenda Sozinho
Colunistas
Conhecendo seus Filhos
Acontece
Convivendo com a Diferença
Desvendamos Mistérios
Dia-a-Dia
Finanças Pessoais
Leitura Dinâmica
Meninos e Meninas
Nunca é Tarde para Aprender
Pais, Filhos e Netos
Papo Sério
Que Dia é Hoje
Saúde e Bem Estar
Fale conosco
Assine Agora! Twitter

 HOME Educa » FAMÍLIA » ACONTECE 
   NOTÏCIA POSTADA DIA 20-07-2010VOLTAR  
AVANÇO CONTRA A MALÁRIA
Outras notícias do
mês de Julho
'Código Platão'
Línguas Extintas
Lixo
Haiti
Política Externa
Avanço contra a Malária
Cerrado
Saúde Mental
Bioinvasão

Na última sexta-feira, cientistas anunciaram a criação de uma nova arma contra a malária: um mosquito imune ao parasita causador da doença, que atinge cerca de 250 milhões de pessoas anualmente e causa um milhão de óbitos, a maioria crianças com faixa etária abaixo de 5 anos.

O inseto geneticamente modificado é incapaz de transmitir a malária para os humanos e foi criado na Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, superando as expectativas dos cientistas, pois se mostrou totalmente eficaz ao bloquear o processo de inflamação provocado pela doença.

De acordo com Michael Riehle, entomologista que coordenou o estudo, o resultado positivo da experiência é de fato uma surpresa, já que o objetivo inicial era mudar apenas o ritmo de crescimento do mosquito ou a sua suscetibilidade ao parasita. Segundo Riehle, a descoberta pode ser uma nova forma de combate à doença, que hoje é feita por intermédio de inseticidas e drogas utilizadas contra os mosquitos transmissores.

Malária

A malária é uma doença transmitida pela picada de fêmeas do mosquito Anopheles e provoca anemia. A fêmea se alimenta de sangue, e quando pica um humano infectado ingere o parasita que passa por duas semanas de maturação, saindo da região central do corpo do inseto e depois migrando diretamente para suas glândulas salivares. De lá, esse parasita é transmitido para outra vítima humana, iniciando assim um descontrolado ciclo de contaminação.

Os mosquitos transmissores da malária não sobrevivem mais do que duas semanas. Sendo assim, se os pesquisadores conseguissem diminuir o tempo de vida do inseto, os números de transmissão reduziriam consideravelmente.

Doença já vitimou milhões

A doença existe em cerca de 90 países, onde aproximadamente 2,5 bilhões de pessoas (40% da população mundial) correm o risco de contágio.

No Brasil, principalmente na região amazônica, a malária registra por volta de 500 mil casos por ano. No entanto, na Amazônia a letalidade da moléstia é baixa e não chega a 0,1% do número total de enfermos. Em março de 1973, a doença infecciosa causada pelo protozoário Plasmodium ocupava quase 80% do território nacional e foi responsável por vitimar 34,4 milhões dos 90 milhões de brasileiros na época.

Já em 2004, o Brasil teve cerca de 459.000 pacientes confirmados, inclusive houve registros fora das regiões convencionais, como São Paulo. A malária é mais frequente nas zonas equatoriais e tropicais, e é a doença parasitária que mais mata no mundo. 

O processo de criação

Pensando na erradicação total da doença e não apenas na diminuição no número de casos, cientistas inseriram num mosquito um gene capaz de melhorar a ação de uma enzima chamada Akt, que funciona como mensageira em várias funções metabólicas, incluindo o desenvolvimento da larva, a resposta imunológica e a duração do ciclo de vida. Depois, os pesquisadores criaram um mosquito com um alto nível de enzima Akt e descobriram que além de viver menos do que duas semanas, a variante transgênica no inseto é imune ao parasita Plasmodium.

O objetivo a partir de agora é sempre induzir o sistema imunológico do inseto a combater o parasita e fazer com que a enzima ajude cada vez mais a reduzir seu ciclo de vida. A próxima etapa a ser vencida é conseguir que os insetos geneticamente modificados sobrevivam fora do laboratório, vencendo inclusive a seleção natural até a substituição total daqueles que transmitem a malária.

Os cientistas pretendem soltar os insetos criados no laboratório nas regiões onde a malária é endêmica e depois avaliar se a resistência à infecção pode se estender a toda a população de mosquitos.

Pesquisas de anos

Muitos pesquisadores já tentaram, sem sucesso, criar mosquitos geneticamente modificados para o combate à malária. Contudo, os esforços fracassaram já que os insetos não se mostraram totalmente imunes e podiam continuar transmitindo o parasita. Essa nova descoberta pode significar um potencial método para acabar de vez com a doença.

compartilhe em: Twitter Facebook Windows Live del.icio.us Digg StumbleUpon Google  recomende!