|
Arqueólogos desenterraram, no último dia 20 de agosto, a cabeça de uma estátua gigante identificada como sendo do imperador romano Marco Aurélio, na cidade antiga de Sagalassos, na Turquia.
As pernas e os braços de 1,5 metros de comprimento já estavam sendo desenterrados há meses, mas ainda não havia sido possível apontar de quem era a estátua. Esta foi a terceira grande escultura do império romano encontrada no local, o que reforça a tese de que os “Cinco bons Imperadores” tenham vivido no local.
O terreno vem sendo cuidadosamente escavado há 12 anos e já foram descobertas partes da estátua da imperatriz Faustina, a Velha, esposa de Antonio Pio, nas últimas semanas, e do imperador Adriano, ano passado.
Tais indícios levaram a crer que o local tenha sido um frigidário, uma grande sala com uma piscina de água fria que servia como local de banho após a saída das termas, preenchida por esculturas gigantes da Dinastia Antonina, que governou o Império romano durante o segundo século depois de Cristo.
No próximo ano espera-se encontrar a escultura de Faustina, a Jovem, esposa do imperador Marco Aurélio. De acordo com os achados até agora, acredita-se que as estátuas femininas estivessem posicionadas do lado leste, e as masculinas, no oeste.
Marco Aurélio
A localização da cabeça de mármore, com 90 cm de altura, possibilitou a identificação da estátua como sendo do imperador romano Marco Aurélio. Além da barba, seus olhos salientes e reflexivos, a olhar para cima, não deixaram dúvidas quem se tratava, já que o imperador era um apaixonado pela escrita e a filosofia e chegou a ser considerado “mais um filósofo que um soldado”.
Seu governo perdurou entre os anos 161 e 180 DC e sucedeu Nerva, Trajano, Adriano e Antônio Pio, na linhagem dos “Cinco Bons Imperadores”, que tiveram o governo marcado por paz e prosperidade nos campos econômico, político e militar.
|