45% das crianças brasileiras apresentam sintomas da doença.
Dados de um levantamento realizado pela Unicef registraram que cerca de 45% das crianças brasileiras de até 5 anos de idade e de todas as classes sociais apresentam um quadro de anemia infantil. O problema, que tem se tornado cada vez mais frequente, é ocasionado pela falta de informação e por ausência de uma alimentação adequada.
A anemia é uma doença caracterizada pela falta de ferro no sangue, ou seja, pela diminuição dos glóbulos vermelhos, ou mais precisamente, da quantidade de hemoglobina desses glóbulos. Muito importante no sangue, a hemoglobina é uma proteína que contém o ferro e o oxigênio necessários para alimentar os tecidos do corpo. Quando ocorre a diminuição dessa proteína, os tecidos não conseguem trabalhar normalmente, desencadeando vários problemas, entre eles, a anemia.
Nos casos onde a doença é considerada grave, podem ocorrer problemas no sistema nervoso, gerando falhas no sistema cardíaco e dificuldade de aprendizado. A princípio, a causa mais comum da anemia é a ausência de ferro, que corresponde a 99% dos casos.
Os resultados da pesquisa são preocupantes, pois as consequências da ingestão de dietas pobres em ferro são graves: elas podem retardar o crescimento e comprometer o aprendizado escolar. Embora a anemia seja um problema comum entre a população pobre e em crianças mais magras, a alimentação inadequada faz com que a doença também apareça em outras classes sociais, inclusive em crianças ditas “gordinhas” e aparentemente saudáveis.
Sintomas e possíveis causas
A anemia é uma preocupação constante para os pais, e o caminho mais comum para combater a doença é incluir alimentos ricos em ferro na dieta. Porém, ela também pode ser estimulada por outras doenças ou infecções, como a urinária, o paludismo, a febre tifóide, a tuberculose, a leucemia, tumores, entre outras. Doenças parasitárias no intestino também podem ocasionar perdas de sangue, provocando a anemia.
Existem muitos outros fatores que podem ser cruciais para o aparecimento da doença, são eles:
- exposição diária à contaminação - fábricas de tintas, tingimentos, baterias, e oficinas metalúrgicas. Embora não pareça, esse tipo de contaminação pode levar à intoxicação do organismo por chumbo e ocasionar uma anemia gravíssima. - quando usados por muito tempo, alguns antibióticos também podem produzir anemia, por isso, é importante questionar o médico sobre seus efeitos colaterais. - deficiência de vitamina B12. - tendência hereditária para apresentar doenças que provocam anemia.
Crianças com anemia apresentam basicamente os seguintes sintomas: falta de ar, fraqueza, fadiga, cansaço, sensação de tonteira e desmaio.
Como evitar que esse problema atinja as crianças?
Uma das medidas preventivas adotadas pelo governo é a norma que obriga os fabricantes a enriquecer com ferro as farinhas consumidas pelas crianças, porém, especialistas garantem que nem sempre a qualidade desses alimentos é fiscalizada.
Por isso, o jeito mais eficaz de evitar a doença é examinar tudo o que for para o prato da criança e ficar de olho em seu comportamento. Desconfie, caso ela apresente palidez, (essencialmente na língua e na palma da mão) e sinais de fadiga, quando fica sem ânimo até para brincar. A criança anêmica é menos atenta e mais apática na escola. O quadro ainda pode se agravar mais, se ela demonstrar falta de apetite.
Nas refeições, evite muita massa, principalmente pães. Ofereça mais carne vermelha e verduras. Carnes vermelhas são riquíssimas em ferro e as verduras ajudam a manter o equilíbrio do organismo. Outros alimentos como fígado, rim, gema de ovo, frutas secas, ervilhas e feijões secos também são enriquecidos com ferro. Inclua uma fonte de vitamina C nas refeições. Esse elemento nutricional, quando ingerido junto com a alimentação, melhora significativamente a absorção do ferro.
Uma dieta alimentar saudável é a melhor fonte de prevenção da anemia ou qualquer outro tipo de moléstia.
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