Região deve ficar mais seca e quente nos próximos anos.
Os estados do Maranhão e do Pará vão ficar mais quentes e secos nos próximos anos. É o que garante um relatório feito em parceria entre o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e a Vale.
Baseado nos modelos do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática), o estudo aponta que se o nível de emissão de poluição continuar aumentando no mesmo ritmo atual, já em 2010 teremos um aumento de 2° Celsius na Amazônia.
O aumento da temperatura pode chegar a 7ºC em apenas 80 anos. Apenas para comparação, o relatório ressalta que durante o século XX o maior aumento registrado no Brasil foi de 0,8º. Essas porém, são as previsões pessimistas. As "otimistas" contam com uma redução drástica na emissão dos gases causadores do efeito estufa. O que, neste caso, reduziria o aumento da temperatura para 4,5ºC.
Volume das chuvas também será afetado
A mudança climática afetará também o regime de chuvas na região. A média diária deve diminuir em até 4mm por dia. O relatório aponta ainda que as chuvas ficaram cada vez mais raras e concentradas o que aumenta a probabilidade de enchentes. As localidades que hoje têm os maiores índices pluviométricos do Brasil, podem passar até um mês sem que uma gota d'água caia dos céus. A previsão é que a Amazônia Oriental fique entra 5% e 10% mais seca já em 2011.
Conseqüências globais
O aumento da temperatura não é um fenômeno localizado. Pelo contrário ele atinge igualmente a todas as regiões do globo, e em cada ecossistema os efeitos são sentidos de forma diferente.
O aquecimento da água dos mares, por exemplo, causa além do derretimento das calotas polares, a perda de inúmeras espécies marítimas que não suportam mínimas variações térmicas.
Na Amazônia o risco é de que em pouco tempo a floresta se transforme em cerrado. Segundo os especialistas, há ainda o risco de incêndios pois, com o aumento da temperatura, as árvores precisarão de mais água para realizar a fotossíntese, e como esta água não estará disponível por causa da redução no volume de chuvas, haverá mais madeira seca e vulnerável ao fogo. Os efeitos dessa catástrofe serão sentidos principalmente pela fauna e agricultura locais. Os dados obtidos no relatório pretendem, além de sensibilizar a população mundial quanto ao risco de destruição da Amazônia, identificar os pontos vulneráveis da região e seus possíveis impactos em relação às mudanças climáticas.
A mineradora Vale investiu R$ 1,5 milhão nos relatórios que apontam entre outros problemas a perda na capacidade de geração de energia.
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