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 HOME Educa » FAMÍLIA » ACONTECE 
   NOTÏCIA POSTADA DIA 08-08-2008VOLTAR  
A CHINA, OS JOGOS OLÍMPICOS E A POLUIÇÃO A China, os Jogos Olímpicos e a Poluição
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Atualmente, a China já é apontada como a futura potência econômica do Planeta. Essa prerrogativa justifica-se pelo fato do país crescer a impressionantes 10% anuais, muito mais do que os Estados Unidos, a maior potência do planeta.

As sementes do crescimento da China foram plantadas há muitos anos, quando Deng Xiaoping tornou-se líder do país, em 1978, e mudou sua estrutura econômica.  Deng imprimiu transformações em vários setores econômicos, mas seu principal ato foi a abertura do setor industrial às empresas estrangeiras, o que trouxe algumas liberalizações de preços e salários.
 
Essas reformas atraíram um grande número de transnacionais do mundo inteiro que implantavam suas indústrias no litoral chinês, à procura de menores custos de produção.  A China flexibilizou suas leis trabalhistas e fiscais e, o que é pior, sua legislação ambiental tornou-se pouco atuante frente às transformações.

Poluição acompanha o crescimento

O problema é que a poluição na China vem crescendo no mesmo ritmo que seu boom econômico.  Em 2008, os chineses ultrapassaram os norte-americanos e assumiram a liderança no infeliz ranking dos maiores emissores de gases que provocam efeito estufa.  Isso tudo porque o país asiático cresceu rápido, utilizando como principal fonte energética os combustíveis fósseis, como petróleo e carvão mineral.  A poluição em Pequim é 10 vezes maior do que a poluição da cidade de São Paulo, por exemplo.

Mas, a China também vem pagando caro por isso.  Em 2007, o Banco Mundial divulgou seu relatório informando que a poluição provoca prejuízos anuais equivalentes a 5,8% do PIB chinês, algo como US$ 200 bilhões.  E mais!  Esse tipo de degradação ambiental é a principal causa de morte por doença entre seus habitantes.  Para se ter uma idéia, 400 mil pessoas morrem prematuramente todos os anos em razão dos altos níveis de poluição do ar e da qualidade ruim da água, no país.

Perigo nos Jogos

A situação torna-se delicada com a abertura dos Jogos Olímpicos em Pequim. Ao final de julho passado, a 8 dias do início das olimpíadas, a capital chinesa ainda não tinha se livrado da "nuvem" de poluição que pairava sobre a cidade, o chamado "smog chinês".  A situação estava tão grave que algumas delegações pisaram em solo asiático utilizando lentes de contato e máscaras para proteger os olhos e os pulmões da poluição.
 
Na verdade, há realmente razões para que todos, inclusive os atletas de diferentes modalidades, estejam preocupados com a qualidade do ar. As emissões de PM10 (pequenas partículas poluentes sólidas) não estão sequer nos padrões nacionais, que são muito mais tolerantes que os padrões da OMS (Organização Mundial da Saúde).

No início de agosto, o Comitê Olímpico Internacional (COI) chegou a cogitar a remarcação de provas de resistência, tais como a maratona, a fim de evitar danos à saúde dos atletas no caso de haver muita poluição.

O que a China tem feito para melhorar a situação de poluição em Pequim?

Copiando o sistema de rodízio brasileiro, as autoridades chinesas resolveram reduzir pela metade o número de veículos que transitam pela cidade, conforme a placa do automóvel.  Outra medida do governo asiático é a diminuição de horas de trabalho das fábricas, para ajudar a aliviar o trânsito e a poluição na capital.

O governo local também solicitou que as empresas permitam que seus funcionários trabalhem em casa, pela internet. Escolas estarão de férias e órgãos administrativos e serviços públicos essenciais ficarão isentos das modificações durante os Jogos. Além disso, fica terminantemente proibida a pintura de veículos e a reparação dos mesmos, já que também ajudam a poluir o país.

Será que as iniciativas adotadas por Pequim para melhorar sua situação ambiental serão suficientes?  Acompanhe os Jogos Olímpicos para descobrir!

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